Correio do Minho

Braga, terça-feira

Braga Romana

Ser de Confiança

Ideias Políticas

2012-05-29 às 06h00

Hugo Soares

Milhares de bracarenses saíram à rua para celebrar as festividades da Braga Romana.
Num deserto sem fim que é a agenda cultural de Braga, a Braga Romana é um oásis que importa potenciar. O envolvimento das escolas e das associações fazem deste evento uma referência, potenciando no nosso imaginário a Bracara Augusta que fomos.

No entanto, se olharmos à vertente cultural e patrimonial das festividades rapidamente percebemos que se o potencial é enorme, a falta de visão é gigante. Braga deveria ser uma âncora turística do noroeste peninsular, tornada numa espécie de Roma dos pequeninos, com um património ímpar e com milhares de turistas a visitarem a nossa cidade.

A Braga Romana deveria ser o expoente deste programa turístico. Todavia, a visão de palmo dos protagonistas políticos do concelho têm marcado a actuação pelo desrespeito pelo património e por todos os achados arqueológicos que, aqui e ali, vão surgindo.

A forma como o executivo socialista tem lidado com as Sete Fontes ou lidara com os achados da Avenida da Liberdade são disso um exemplo bem elucidativo. Pena é que assim tenha sido, até porque algumas das oportunidades de preservação podem-se ter perdido para sempre.
Como vinha a dizer, a Braga Romana que enche o nosso centro histórico de gente é marcada, sobretudo, pelo comércio e pelos espectáculos de rua. Fica a faltar a vertente patrimonial e cultural.
Que roteiro turístico foi divulgado?
Onde estavam as referências ao património?

Mais: pedras com inscrições que resistiram a Invernos incontáveis estavam tapadas por… barraquinhas de tarot! De facto, quem durante todos estes anos andou de costas voltadas para o património e para a cultura só pode olhar para estas realidade com olhos de “pão e circo”.

Pois bem, este ano, a Coligação Juntos por Braga resolveu promover um programa complementar: aula aberta sobre a Braga Romana (na biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, com o professor Rui Morais), “percorrer braga” - uma visita guiada pelos espaços da Bracara Augusta e ainda uma tertúlia subordinada ao tema ‘Braga Romana do futuro’ onde participaram diversos especialistas na área. Todas estas iniciativas tiveram uma surpreendente (ou não) adesão. Gente de vários quadrantes políticos e de todas as ideologias participaram naquela agenda cultural.

Sem receios. Por gosto. Como se de uma realização de um órgão municipal se tratasse. É esta uma das marcas distintivas desta Coligação liderada por Ricardo Rio que se propõe governar Braga: fazer diferente, fazer aquilo que nunca foi feito, com todos. Com aqueles que votam na Coligação. Com aqueles que votam no PS, no PCP ou BE. Sem perseguições e ameaças bacocas.
Braga do futuro deve ser inclusiva. Deve ser cultural. Deve ser imaterial. Tem de ser solidária e desenvolvida. Braga do passado foi do cimento, da obra pública e do compadrio.
A Braga Romana deve ser festa; mas tem de ser património, referência e cultura.

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