Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Braga sem fogos depende de todos

Uma ideia de humano sem história e sem pensamento?

Ideias Políticas

2014-06-10 às 06h00

Francisco Mota

Numa altura em que estamos em plena Fase Bravo e que se aproxima a Fase Charlie, a mais crítica do combate a incêndios florestais, é importante reflectirmos sobre a acção na defesa da nossa floresta e percebermos o dispositivo que foi preparado.

Tendo em conta o terrível ano de 2013, o governo em conjunto com as diversas organizações trabalhou no sentido de dar resposta ao que foi apurado nas diferentes ocorrências de norte a sul do país. Comparativamente ao ano transacto aumentam-se os meios terrestres e aéreos, com um natural reflexo no orçamento. Mas, o essencial da preparação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) foi a segurança das forças. Investiu-se mais na formação e no treino dos operacionais, no sentido de lhes dar melhor preparação para um combate tão difícil.

Para além das matérias relativas ao DECIF foram promovidas outras alterações no sentido de proporcionar melhores condições aos bombeiros. Entre estas destaca-se a revisão das coberturas dos respectivos seguros à muito tempo revindicado pelas respectivas corporações de bombeiros.
Com mais meios terrestres, mais meios aéreos e mais equipas de combate aos incêndios podemos dizer que temos a base de dispositivos montados para o período crítico de combate a incêndios em Portugal.

Quanto ao território concelhio de Braga denotamos nos últimos 7 meses a preocupação na defesa e protecção da malha florestal com o programa de valorização ambiental em exercício com os Sapadores Florestais. Limpeza de acessos e abertura de novas faixas permitem assegurar uma maior eficiência e eficácia para o período mais crítico que agora se aproxima. Ainda assim, devemos reconhecer que o mais importante foi ter havido a vontade política de apostar na prevenção e de ter uma estratégia de valorização da floresta.

Mesmo com este novo exercício autárquico e com uma nova política de actuação acredito que o Pelouro do Ambiente em conjunto com o Pelouro da Protecção Civil da Câmara Municipal de Braga podem ainda desenvolver mais acções e projectos que permitam assegurar a defesa e prevenção do território florestal.

A criação de um Gabinete técnico florestal dedicado ao levantamento florestal do concelho era fundamental para conhecer a realidade territorial; Criação de um programa de recuperação de acessos e caminhos florestais; Colocação, estratégica, de depósitos de água em matas e florestas importantes do concelho para o acesso fácil a pontos de abastecimento como já é feito em países da europa como na Alemanha.

Por último não poderia deixar de referir a responsabilidade civil de cada um de nós quer na prevenção quer no combate aos fogos florestais. A limpeza dos terrenos florestais junto às habitações é da responsabilidade dos seus proprietários e devem respeitar as distâncias previstas na legislação. É proibido a realização de queimadas e o lançamento de foguetes no período crítico que se aproxima, e fora dele carece de licenciamento.

A violação destas normativas no caso de uma pessoa singular incorre numa multa que pode ir dos 140 euros a 5000 euros e no caso da pessoa colectiva entre 800 euros a 60.000 euros. Caso qualquer um de nós aviste algum índice de fogo ou queimada deve ligar para o 112 e não ficar a pensar que uma outra pessoa já o pode ter feito.
Sem dúvida que Braga sem Fogos Depende de Todos!

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