Correio do Minho

Braga, terça-feira

Cães perigosos requerem vigilância apertada...

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Ideias

2017-04-28 às 06h00

Paulo Monteiro

As raças de cães Rottweiler, o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pit bull terrier, o staffordshire americano, o staffordshire bull terrier e o tosa inu... todos estes fazem parte da lista de cães considerados perigosos e que, algumas vezes, vemos na rua sem coleira ou sem açaime.

Nos últimos dias chegaram-nos notícias de pelo menos três cães que atacaram crianças. É inacreditável que isso aconteça nos dias de hoje. E depois nada, ou quase nada, acontece. E mais: muitas vezes os donos desses cães acham-se cheios de razão e provocam desacatos. Sabemos que é uma minoria mas essa minoria devia ser severamente punida, tanto mais que muitas vezes até são reincidentes.

Em Portugal, nos últimos 13 anos, foram registados 23 mil cães perigosos ou potencialmente perigosos e durante os primeiros quatro meses deste ano foram registados pelas forças de segurança 65 ataques de cães perigosos (menos seis que em período homólogo em 2015). Em valores globais, em 2016 registaram-se 235 ataques e 285 vítimas.
Números lamentáveis.

E o mais lamentável de tudo: a lei foi alterada em 2013 e apenas as pessoas com formação específica podem ter cães perigosos (com histórico de violências) ou potencialmente perigosos (devido às suas características físicas). E a lei diz ainda que apenas a PSP e a GNR podem certificar os treinadores de cães perigosos. Em 2015 foi novamente alterada porque o valor a pagar nos cursos não estavam definidos.
Agora... nenhuma destas forças efectuou, até hoje, qualquer curso, nem formou um único dono de cães perigosos. Tudo por alterações à lei e novas portarias. Enfim... nada a que não estejamos habituados. Burocracias e mais burocracias... Lamentável!

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