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Cancro no Intestino?! Doutora vou ter que ficar com um saquinho?!

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Cancro no Intestino?! Doutora vou ter que ficar com um saquinho?!

Voz à Saúde

2019-01-22 às 06h00

Isabel Sousa Isabel Sousa

O cancro colorretal (cancro do intestino, mais especificamente no cólon e/ou recto), segundo dados da ESMO (European Society for Medical Oncology), é a doença mais comum na Europa e o terceiro cancro mais comum no mundo. Este cancro é mais frequente nos indivíduos do sexo masculino. A maioria tem mais de 60 anos, aquando do diagnóstico, sendo raro antes dos 40 anos.

QUAIS AS CAUSAS DESTE CANCRO?
Até à data foram identificados alguns factores de risco, mas ainda não se sabe, ao certo, a etiologia. O envelhecimento, a dieta rica em carne vermelha e/ou processada, e rica em gordura e/ou pobre em fibras, o elevado consumo de álcool, a obesidade, o sedentarismo, a Diabetes Mellitus tipo 2, o tabagismo, a existência de pólipos colorretais, a doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn ou a Colite ulcerosa) e história familiar são alguns factores que podem aumentar o risco de desenvolver cancro colorretal.

COMO PREVENIR?
Apesar de existirem causas que não pode controlar, a adoção de estilos de vida saudáveis ajuda a prevenir o aparecimento desta patologia. As consultas com o seu Médico de Família é, também, fulcral para que se possa diagnosticar e intervir atempadamente.
COMO SE DIAGNOSTICA?
O diagnóstico do cancro colorretal implica a realização de colonoscopia com biópsia. O rastreio, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes e/ou colonoscopia, é solicitado pelo seu Médico de Família, quando pertinente. Este cancro pode provocar alterações nos hábitos intestinais, desconforto abdominal, fadiga e perda de peso.

COMO SE TRATA?
O tratamento é muito variável dependendo da extensão da doença. Pode ser recomendada uma intervenção cirúrgica de maior dimensão que pode implicar a realização de um estoma (colostomia) que pode ser temporário ou definitivo.

COLOSTOMIA? SAQUINHO?
A colostomia consiste na exteriorização do cólon através da parede abdominal, suturando-o à pele, com o objetivo de criar uma saída artificial do conteúdo fecal para o “saquinho”. Esta nova condição despoleta muitas dúvidas não só pela alteração da imagem corporal, mas também pela adaptação a uma nova condição de vida. A Associação Portuguesa de Ostomizados, os Enfermeiros Estomaterapeutas e o seu Médico Assistente acompanham os indivíduos portadores de colostomia, contribuindo para que a sua qualidade de vida se mantenha.
O cancro do cólon e do recto é uma doença tratável e curável. Contudo, se detetada em estadios avançados poderá ter mau prognóstico. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais.
“SAÚDE Cuidada, VIDA Conservada”.

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