Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Casos extraordinários

O Estado da União

Correio

2011-01-03 às 06h00

Leitor

Toda a minha vida me deparei com situações insólitas, para as quais, pensava eu, não havia explicação. Aliás, havia explicação, só que essas explicações, ainda que hoje tentem impingi-las, já não se engolem com a mesma facilidade de outrora. Ou será impressão minha?

Aconteceu-me, muitas vezes, falar com uma pessoa sobre um determinado assunto que a afligia, por exemplo, e, quando voltava a falar desse assunto, com essa mesma pessoa, ela parecia nunca ter ouvido falar no assunto. Estranho… então, eu tratava de arranjar explicações…ela não quer falar mais sobre o assunto, quer esquecê-lo, ou ainda, ela deixou, por qualquer motivo que me escapa, de ter confiança em mim, ou ainda, alguém lhe meteu veneno para nos afastar…

As pessoas procuram sempre respostas lógicas aos seus problemas, mas o que vim a descobrir, muito mais tarde, é que todas essas respostas lógicas não respondem a todos os problemas.
É como, por exemplo, grande parte dos problemas psíquicos ou psicológicos atribuídos a determinados factores inocentes, que explicam, em parte, o problema, mas que não o explicam totalmente. Então, entopem-se pessoas com medicamentos, drogam-nas e enviam-nas para alas psiquátricas, quando se pensa que o caso é bastante grave.

A ciência ocupou um lugar muito grande nas nossas vidas e veio terminar com muitas patranhas que se julgavam verdades inquestionáveis. Essa é uma grande vitória da ciência. Mas todos sabemos que a ciência não explica tudo, daí surgirem outras ciências novas como a parapsicologia e outras que se dedicam ao estudo de acontecimentos que a ciência não consegue explicar, mas que todos sabem que existem, quando não viveram já acontecimentos “estranhos” nas suas vidas.

A questão está em que não é de bom tom falar nestes assuntos… então, fazemos como a avestruz, escondemos a cabeça na areia e não vemos nada! Quando sabemos que o vizinho do lado está com um problema desses.
Temos também medo destas coisas, medo de sermos apanhados, de alguma forma, por estas situações inexplicáveis. O que pretendo aqui explicar é que não podemos só ficar pela ciência, mas devemos ouvir outras opiniões de pessoas sérias, porque de aldrabões anda o mundo cheio!

O que sucede é que, precisamente ouvindo outras opiniões de pessoas sérias, descobrem-se coisas extraordinárias que muita gente sabe e finge desconhecer, fazendo cair os outros no ridículo. Por exemplo, muitas das pessoas afectadas por essa hipotética falha de memória não foram mais do que vítimas de um black out (limpeza), de memória por parte de pessoas com falta de escrúpulos.

E, deixemo-nos de rodeios, eu já fui alvo dessas limpezas, da parte de pessoas que tinham a ganhar com isso, ou melhor, a sua imagem. E penso que não serei a única… Fui alvo dessas e de outras coisas que não vale a pena mencionar aqui... e não estou livre de que me aconteçam mais...

Fátima Nascimento

Deixa o teu comentário

Últimas Correio

08 Outubro 2017

A Cidade Inteligente

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.