Correio do Minho

Braga, sábado

Cenário de terror

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias

2017-10-17 às 06h00

Paulo Monteiro

No momento em que estou a escrever este Bom Dia, o número de mortos dos mais de 500 incêndios que deflagraram no domingo, no centro e norte do país, era de 36. Uma autêntica catástrofe num ano para esquecer em termos de incêndios florestais e que já fez perto de 100 mortes.
O tempo não é de criticar. As grandes críticas podem (e devem) ser feitas quando tudo estiver mais calmo. Mas temos que as fazer para que nada disto se repita no futuro.

O distrito de Braga, mais concretamente a sua cidade, viveu um domingo dantesco, com as cinzas do fogo a entrarem em cada uma das casas, o céu completamente cinzento e toda a gente com o credo na boca adivinhando o pior, com os incêndios a cercarem a cidade... Fizeram muitos estragos, com casas e fábricas completamente destruídas mas, felizmente, sem fazer nenhuma vítima humana. E depois veio o vento que ‘empurrou’ o fogo pra cima quando estava quase em cima de tantas e tantas casas e... a chuva milagrosa que descarregou a sua água pelas encostas do Sameiro, Bom Jesus e Falperra, ajudando a apagar os fogos...

O governo já decretou o estado de calamidade e Portugal accionou o Mecanismo Europeu de Protecção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos. Mas não é só Portugal, o Centro ou o Norte do país. Também a Galiza está a ser fustigada pelos incêndios, tendo também já provocado várias mortes.

Um destes dias temos de actuar. Temos de olhar com realidade e seriamente para este grave problema. Não podemos viver num país que gastou cerca de 6.585 milhões de euros nos últimos 16 anos em incêndios, mas onde só 410 milhões de euros foram investidos na prevenção...
Temos de agir e temos de ter a mão pesada com os criminosos. Há muito fogo posto... É um crime e devia ser severamente punido!

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