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Chuva em janeiro, cada gota vale dinheiro!

Bernardo Reis: um nome para a história de Braga

Chuva em janeiro, cada gota vale dinheiro!

Voz aos Escritores

2024-01-26 às 06h00

Fernanda Santos Fernanda Santos

Penso ser a pessoa certeira,
Aquela que desvenda à sua maneira
Com inspiração assaz singela
Resquícios a caber nela.

Ao contrário de muitas palavras que desapareceram e de outras que caíram no esquecimento, os provérbios continuam bem vivos entre nós. Fazem parte da nossa sabedoria popular.
Pois bem, janeiro chegou frio e chuvoso. O inverno fez-se presente. Majestoso, insinuou-se. As ruas encheram-se de guarda-chuvas coloridos, e os passos dos transeuntes são lentos e perdidos. Os dias são curtos, e a luz do sol escasseia. Nas janelas, o vapor do café arrasta-se. As pessoas abrigam-se, em casacos e cachecóis, e esperam ansiosas pelo fim dos gélidos ais. O céu cobre-se de nuvens carregadas, e a chuva cai incessante. Mesmo assim, há uma beleza singular nas poças de água, que refletem o luar.
O frio invade os corpos, mas também as almas, e os pensamentos vagueiam pelas terras calmas. É tempo de reflexão profunda, enquanto a tempestade lá fora se agiganta. No calor do lar, o aconchego é um presente.
Mesmo com o clima severo, que janeiro traga, há a certeza da renovação, para enfrentar todos os desafios desta estação.
Os debates e comícios estão por toda a parte, com os candidatos na luta pela conquista do voto dos eleitores. As ruas já cheiram a propaganda política, criando um clima de expectativa e ansiedade.
No entanto, nem todos estão interessados ou animados com a política. Muitos cidadãos estão cansados de promessas vazias e desacreditados nos políticos. Para eles, o retorno à rotina em janeiro significa lidar com os problemas do dia a dia, como o aumento dos preços, a falta de emprego e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde básicos. Nas zonas rurais, é o excesso de dias de chuva que dificulta, em janeiro, a lida doméstica e a alimentação dos animais. As casas ficam húmidas e a roupa, já por si escassa, não seca. Em contrapartida, a erva cresce livre, num verde a perder de vista.
Voltemos à política. É importante lembrar que a política é fundamental para a organização e desenvolvimento da sociedade.
É através da política que são estabelecidas as leis e regulamentos que regulam a conduta dos indivíduos e das instituições, leis fundamentais que asseguram a segurança, a ordem e o bem-estar da comunidade.
Além disso, a política possibilita a representação e a participação dos cidadãos na tomada de decisões que afetam as vidas de todos. Através do processo democrático, os eleitores têm a oportunidade de escolher os seus representantes políticos, que têm por obrigação defender os interesses e necessidades de todos.
A política também é responsável por promover a justiça social e a igualdade, combater a pobreza, a desigualdade, e promover a inclusão social. Além disso, a política também desempenha um papel importante na defesa dos direitos humanos e na proteção das minorias. Através da divisão de poderes e do respeito pela lei, a política ajuda a evitar a concentração excessiva de poder nas mãos de uma única pessoa ou grupo e promove a transparência e a prestação de contas.
Por fim, a política também desempenha um papel crucial na arena internacional. Os líderes políticos representam os seus países em organizações internacionais e participam de negociações e acordos para resolver questões globais, como as mudanças climáticas, o comércio internacional e os conflitos internacionais.
Por tudo isto, participar do processo eleitoral e acompanhar as propostas dos candidatos é uma forma de contribuir para a melhoria das condições de vida no país.
Portanto, mesmo com as dificuldades enfrentadas no retorno à rotina em janeiro, é necessário manter-se informado e envolvido nas questões políticas, para que as promessas se transformem em ações concretas e benefícios para todos.
Que em cada voto caia uma gota de esperança, faça chuva ou faça sol!

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