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Ciclos são ciclos

O primeiro Homem era português

Ciclos são ciclos

Escreve quem sabe

2022-03-13 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Ciclos. A vida são ciclos, que se renovam a cada passo. São na verdade, fases da vida que terminam, para que outras novas e diferentes avancem. Os ciclos, nomeadamente, os negativos estão presentes, em todas as áreas da vida. No campo profissional, por exemplo, onde chega a haver mais desgaste psicológico do que felicidade, e em que é preciso uma “lufada de ar”, com a mudança de um trabalho. Refletindo sobre o campo amoroso, quantas pessoas não são infelizes, por manterem um relacionamento que não desejam, porque antecipam mentalmente que não são capazes de agir (o chamado efeito de, sofrer por antecipação) fruto do medo e da insegurança que os/as fazem acomodar a determinada situação. Vivências na verdade, que em nada de positivo acrescentam, mas pelo medo do futuro e do que possa acontecer, não se terminam. Também na esfera social, verificam-se muitas vezes, as "aparências", que não passam disso mesmo. Quer-se com isto dizer, que apesar de se estar inserido/a em determinado grupo de amizade, é comum “fingir que não se vê”, quem não deseja “o bem”, mas por questões sociais esse relacionamento é mantido, para não se ficar sozinho/a. Não é fácil encerrar ciclos é certo, mas também é verdade, que se é resistente ao fecho dos mesmos. Mas permanecer nesses ciclos, em nada vai mudar a vida e só vai adensar mais ainda a frustração, o desânimo, e a infelicidade. Não encerrar um ciclo, pela possibilidade que possa vir a acontecer de negativo, é uma espécie de auto destruição interna. Se nada fizer de diferente, o estado de infelicidade, manter-se-á. Qual a razão pela qual, é tão difícil e tão custoso encerrar ciclos?
Em primeiro lugar, pela antecipação da suposição que se ficará em pior situação do que a que se está. Saiba que esses medos são fruto de inseguranças internas, fruto de vivências menos positivas até ao momento da sua vida, e que o/a “fazem acreditar” e a “aceitar um destino”. É como se, as experiências negativas de vida anteriores interferissem no presente. Quanto mais desilusões, tiver no passado mais tenderá a sentir-se desconfortável perante a “dar o passo”. Por conseguinte, o “não avançar”, faz com que se percam grandes possibilidades de ser feliz. Quando se transita de um ciclo para outro, envolve “perdas e ganhos”. Como a expressão o diz, para “se ganhar” é preciso “perder”. Mas será que se perde mesmo?! Porque só se deixa, para trás o que nada acrescenta ao estado de ser feliz. É “cortar” com as razões descabidas, a “pouca atenção”, a falta de empatia. O tempo não muda para melhor, quem simplesmente não quer mudar. A título de exemplo, as características da personalidade, nomeadamente as negativas, de uma pessoa, tendem a "evidenciar -se" ainda mais com o decorrer do tempo. Por forma a clarificar: se alguém se mostra “tal e qual como é”, no domínio seja ele profissional, social ou amoroso, com características más da personalidade e se percebe em si vulnerabilidades emocionais e uma certa "submissão" ou “aceitação das circunstancias”, o mais certo é ela mesma “beneficiar-se” da situação. Há quem acredite que a felicidade é uma utopia, algo difícil de atingir. Não é verdade. A felicidade depende das decisões e das atitudes de cada um. Terminar um ciclo exige o “ querer/desejo de mudar” e uma preparação aos poucos e não imediata e brusca. É por assim dizer, o “deligar” emocionalmente aos poucos. A saúde mental, é mais importante que estar inserido num ambiente ou contexto que não faz bem. Encerrar ciclos é fazer o luto emocional, do que não “correu bem”. É ponderar para o lado positivo, e interpelar-se com a questão: “ O que posso ganhar, em prol da minha realização enquanto pessoa?”.Encerrar ciclos, é aprender, muitas vezes, através da passagem por situações dolorosas, que numa próxima vez que aconteçam, a intensidade da “dor” não é a mesma da que foi na primeira vez. Para terminar, repare na natureza, nomeadamente nas árvores. Tem troncos fortes e as suas forças vêm das suas raízes, mais profundas do que imaginamos. Também as árvores sofrem com as tempestades da vida, e para darem frutos, passam por vários ciclos, em que ficam sem nada (folhas) e depois ganham tudo (flores e frutos). Você também é como as árvores, embora pelas vicissitudes da vida, possa neste momento desconhecer, não reconhecer e até não valorizar a sua força.

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