Correio do Minho

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Civismo

Cartas de saudade

Ideias

2015-09-02 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Assistimos, nos meses de verão, ao regresso dos nossos emigrantes às suas terras de origem, provocando um aumento significativo da população residente.
Cada vez são mais as pessoas que abandonam o país à procura de trabalho ou de melhores condições de vida. Portugal é o país da União Europeia com mais emigrantes e o 12.º a nível mundial! Isto é bastante significativo para um país tão pequeno. Há estudos que apontam que os portugueses no estrangeiro, contando com os descendentes directos, ultrapassam já os 5 milhões!

Ora, quando estes cidadãos regressam, na maior parte dos casos, no mês de Agosto, a sua presença não passa despercebida, quer pelo movimento que aumenta, nas nossas aldeias, vilas e cidades, quer no consumo que aumenta e, consequentemente, a produção de resíduos que aumenta.

Felizmente, estes cidadãos portugueses, nos locais onde estão emigrados, adquiriram hábitos de separação de resíduos que praticam quando estão no nosso país. Em muitos casos, até eram pessoas que nunca o fizeram enquanto residiam em Portugal e passaram a fazê-lo pois noutros países é a norma, ninguém equaciona não separar os resíduos, havendo até multas pesadíssimas para quem não cumpre.

No nosso país muito foi feito nas últimas décadas: passamos de um país de lixeiras a céu aberto, para um país dotado dos meios mais avançados no que concerne ao tratamento de resíduos, que são vistos agora como um recurso.

Na área abrangida pela Braval temos uma excelente rede de recolha de resíduos sólidos urbanos. Veja-se o caso de Braga: é a cidade com mais ecopontos subterrâneos per capita a nível mundial, tem uma recolha de resíduos sólidos urbanos diária, quer de resíduos indiferenciados, quer de ecopontos! Temos todas as condições para ser uma cidade de excelência a nível de resíduos. Mas, afinal, o que é que falta?

Na minha opinião, apesar de todo o trabalho de sensibilização que tem vindo a ser desenvolvido, não só pela Braval, a nível local, mas também por outras instituições a nível nacional, falta uma coisa muito importante e fundamental: CIVISMO!
Aqui reside a raiz do problema, temos um serviço eficiente, temos todos os meios, mas se não são usados como deveriam, não se pode ter sucesso.
Se importamos tanta coisa, porque não importar os hábitos ambientais e o civismo de outros países?

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