Correio do Minho

Braga, quarta-feira

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Communication

A saúde dos que cuidam da nossa saúde

Conta o Leitor

2019-07-28 às 06h00

Escritor Escritor

Maria Natália Silva

Esta é a palavra que nos preenche o dia e da qual toda a gente fala, em todos os lugares e situações. Assim pensava o sr. Braga ao dirigir-se para o seu escritório na cidade. Ele próprio também utilizava a palavra Comunicação todos os dias. Por vezes utilizamos algo sistematicamente e já não lhe damos o valor verdadeiro.
Quando saímos à rua, apercebemo-nos dos slogans e imagens de felicidade. Parecem ser efémeros, mas algumas ideias ficam-nos na mente, soam-nos bem. Dizem-nos que o Homem é um animal social, filosófico, politico mas também é comunicativo. Estamos constantemente a comunicar e nas mais e variadas formas. Comunicamos quando falamos, quando não dizemos nada, quando falamos e gesticulamos ao mesmo tempo ou ainda através do nosso corpo. De facto podemos comunicar de infinitos modos.

Decidiu então que iria escrever um artigo não baseado em slogans e imagens apelativas mas na essência e repercussão da comunicação.
Sentou-se e começou a escrever: a palavra comunicação, é de ouro! Deveria ser-nos sempre tão querida e apreciada.
E porquê? Porque se a cultivarmos nas suas variadas formas, tanto verbais, gestuais como corporais, tocamos os outros, conseguimos conquistá-los e do mesmo modo seremos mais felizes.
Ele próprio também se sentia feliz por escrever sobre a sua arte – a arte de comunicar. E continuou, a qualidade de vida reside nas nossas relações humanas, no modo como comunicamos através de, carinho, compreensão, respeito, surpresa, paciência e perdão. O mais rico de todos é aquele que consegue sair de si mesmo e ir ao encontro do outro. Sempre que arriscamos a sermos melhores, com uma mente mais aberta e a acolhermos os outros, saímos vitoriosos.

Vejam bem, esta questão de comunicar, não é “se me apetecer”, e peço desculpa, mas é uma questão intrínseca do nosso ser. Podemos comunicar de muitos modos, podemos sorrir, acenar, exprimir uma frase, construir um diálogo, fazer um discurso, dar um aperto de mão, um abraço, um beijo. O sr. Braga pensava que com este modo de vida as pessoas viveriam mais alegres e felizes, assim como poderiam fazer outras pessoas mais felizes.
Nesta comunicação também é essencial e não podemos esquecer de comunicarmos com nós próprios; termos orgulho de nós próprios, nos progressos que temos feito, emitindo sempre mensagens positivas e de gratidão relativamente ao que nos rodeia.

O sr. Braga gostava particularmente de comunicar com ele próprio e de ficar bem de saúde. Tinha uma alimentação cuidada, fazia desporto e sempre que possível ia para a sua casa da Apúlia passar os seus fins-de-semana em contacto com a natureza e com as gentes locais.
Estes pensamentos deixaram-no inquieto e resolveu ir no seu Mini Cooper para a sua casa na praia. Quando chegou, já passava das 10:00h mas ainda se encontrava muita iluminação na rua e pessoas a conversar sentadas nas suas varandas.

Preparou um chá verde, com biscoitos de limão e descansou na sua cadeira de praia no alpendre pintado de verde com um candeeiro de bambu. Em breve adormecia.
Na manhã seguinte, levantou-se mais cedo que o habitual e foi correr ao longo da praia, onde outros banhistas o acompanharam. A manhã estava espectacular, corria um ventinho fresco e a maré baixa molhava os pés sem querer. De repente uma simpática rapariga abordou o Sr. Braga, ao que este respondeu, bom dia, e se precisava de alguma coisa. A mesma respondeu que só estava a tentar encontrar algumas conchas e búzios para o seu sobrinho.

Bem, o Sr. Braga ficou muito encantado e ofereceu-se para também ele procurar conchas. A simpática rapariga disse chamar-se Luísa e agradeceu. Caminharam ao longo da praia e em breve se despediram.
Já no seu alpendre pediu que lhe trouxessem o seu almoço, do restaurante mais próximo, continuando a escrever o seu artigo. O almoço foi particularmente delicioso, peixe assado na brasa, com batata cozida, tomate às rodelas e pimento assado. O caldo verde foi também muito apreciado. Para sobremesa havia melancia aos quadrados bem vermelhinhos, sumarentos. Para beber, bebeu um copo de vinho da região. Estava tudo muito bom.
Aproximava-se o final da tarde. O sr. Braga passeava pela Vila da Apúlia, observou os Moinhos de Vento, cheirando todos os cheiros característicos da zona, o que lhe dava imenso prazer; falou com alguns transeuntes e apreciou as pessoas a relacionarem- se umas com as outras, pois estavam de férias, mais libertas.

Ainda se dirigiu ao mercado, onde havia muita variedade de legumes e frutos. Comprou alguma fruta, especialmente, frutos do bosque, que eram os seus preferidos. Como já o conheciam foram-lhe oferecidos, o que muito agradeceu.
Nesta relação da comunicação há uma osmose entre cada um com o outro, que há mais alegria em dar que receber e que o Homem tem necessidade de comunicar com o outro. Com estes pensamentos concluiu, a vida é bela, vamos ser gratos e generosos e bondosos e seremos felizes.

Sentado confortavelmente na sua cadeira de praia, a respirar os ares do mar, com a sua bebida de sumos naturais e gelo, contemplava o céu estrelado e descansava a sua mente e o seu corpo. O dia chegava ao fim. Conseguia ouvir o barulho das ondas a rebentar na areia, viu o farol a iluminar lá ao longe. Estava grato por tudo. Pelo dia que tinha passado na praia, pelas pessoas maravilhosas que encontrara, pela natureza, pelos alimentos, pelo mar. Não tinha palavras para agradecer.

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