Correio do Minho

Braga, terça-feira

Como diminuir a abstenção? Impondo leis?

Desprezar a Identidade, Comprometer o Futuro

Ideias

2017-09-15 às 06h00

Paulo Monteiro

Bélgica, Chipre, Grécia e Luxemburgo: estes quatro países da União Europeia têm uma coisa em comum, qual é? O facto do voto ser obrigatório. Esta é uma das possibilidades para reduzir a galopante abstenção que se vem sentindo em Portugal. Mas será correcto? Será democrático? Há quem defenda que sim e quem defenda que não, e aqueles que reforçam que o não ir votar é uma opção. Pode ser, mas não é a mais correcta. Por isso existem os votos em branco. Aí exerce-se o direito de voto e uma tendência que acaba por corresponder a um... não quero votar em ninguém ou nenhum me convence.

Isto vem a propósito do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo ter revelado que o Governo está a estudar alterações ao Regime Jurídico das Federações Desportivas com o intuito de proibir eventos desportivos nos dias das eleições. A ideia até pode ser boa mas não augura muitos fãs, tanto mais que não é por haver um jogo de futebol que alguém não vai votar. Esses números acabam por ser residuais. Agora era de bom senso, isso sim, não marcar jogos para um dia de eleições. Mas o problema maior é combater a abstenção. Temos, de facto, que arranjar argumentos para os portugueses irem votar.

E os gráficos dizem-nos que a cada ano que passa há cada vez mais abstenção, tirando um caso ou outro. Por exemplo, nas últimas eleições autárquicas, em 2013, a abstenção nacional foi de 47,4% (em 1979 foi de 26,2%). Mas aqui menos mal. Para a Presidência da República (51,3%) e Parlamento Europeu (66,2%) os números assustam. A política não é impor ou criar leis. A política é convencer os portugueses a irem votar. O nosso voto é sempre útil. Por isso, dia 1 de Outubro não se esqueça de ir votar!

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