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Escreve quem sabe

2021-03-14 às 06h00

Cristina Fontes Cristina Fontes

Duas das palavras que mais frequentemente oiço mal pronunciadas são “logótipo” e “rubrica”. É comum ouvir-se pronunciar *[logotípo], quando a forma correta é [logótipo], quer na oralidade quer na escrita, no português europeu. No Brasil, é mais usual dizer [logotípo], escrevendo “logotipo”. Por outro lado, a palavra “rubrica”, que muitos pronunciam *[rúbrica], deve ser dizer-se [rubríca]. Seja para o texto seja para a assinatura breve.
Quanto à palavra “biopsia” pronunciada como [biópsia] já se fixou entre nós. De facto, alguns linguistas, menos puristas, defendem que podemos pronunciá-la como esdrúxula [biópsia], tendo por base o critério do uso, mas ressalvo que nunca a devemos escrever com acento gráfico.
Falemos agora de palavras “difíceis” de pronunciar. Se estivermos atentos a algumas das entrevistas de figuras públicas, reparamos que há palavras que saem com uma dicção estranha. Foi o que fiz durante esta semana. Eis a que “apanhei”;
Do latim “superflüu”, chegou até nós a palavra “supérfluo”, muitas vezes pronunciada erradamente como *[supérfulo]. E o que dizer da pronúncia (e grafia) errada de “precariedade”? Não é raro vermos pessoas a debaterem-se com a palavra, proferindo, não raras vezes” *[precaridade], que não existe. Para ajudar, pensem na palavra “impropriedade” que deriva do adjetivo “impróprio”, tal como “precariedade” deriva de “precário”. Esta dificuldade estende-se, por vezes, a palavras como “arbitrariedade”, “notorie- dade” e “obrigatoriedade”, entre outras que se formam de igual maneira.
A palavra “subsídio” é outra que sofre imensos atropelos. Deve pronunciar-se [subcídio], mas é muito comum ouvir-se esta palavra pronunciada [subzídio]. Também [entretido] foi trocado por [entertido], [reuniões] por [runiões], [reivindicar] por [reinvindicar]. [Acelerar] a Economia é melhor do que [acelarar], pois não sei se assim vai muito longe.
Ouvi falar em [promenores] quando deveria ter ouvido [pormenores], em [pograma] quando o certo era [programa] e no já tristemente célebre [puribido] por [proibido].
Termino com um “odiozinho” pessoal: [treuze]. É para fugir ao azar? Olhem que não resulta.

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