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Competências Digitais

Transparência na gestão da coisa pública

Competências Digitais

Ideias

2020-03-07 às 06h00

Vasco Teixeira Vasco Teixeira

O investimento na Educação e na Formação para o desenvolvimento de competências é essencial para estimular o crescimento e a competitividade: as competências determinam a capacidade da Europa para aumentar a produtividade. A longo prazo, as competências podem desencadear inovação e crescimento, fazer aumentar a produção na cadeia de valor, estimular a concentração de competências de nível mais elevado na UE e modelar o mercado de trabalho no futuro.
Atualmente, as pessoas precisam de dispor de uma série de competências que vão das competências de base, tais como literacia, numeracia e digitais, a competências profissionais ou técnicas assim como empresariais e transversais, tais como línguas estrangeiras ou a capacidade de aprender e tomar iniciativas.

No Quadro de Referência Europeu estabelecem-se oito Competências Essenciais:
1) Comunicação na língua materna;
2) Comunicação em línguas estrangeiras;
3 Competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia;
4) Competência digital;
5) Aprender a aprender;
6) Competências sociais e cívicas;
7) Espírito de iniciativa e espírito empresarial; e
8) Sensibilidade e expressão culturais.

As políticas de educação e formação devem permitir que todos os cidadãos, independentemente da sua situação pessoal, social ou económica, adquiram, atualizem e desenvolvam ao longo da vida aptidões profissionais específicas, bem como as competências essenciais necessárias para promover a sua empregabilidade e incentivar o aprofundamento da sua formação, a cidadania ativa e o diálogo intercultural.
A Comissão Europeia desenvolveu o Quadro Europeu de Competências Digitais para os Cidadãos (DigComp) que se divide em cinco áreas: literacia de informação e de dados; comunicação e colaboração; criação de conteúdos digitais; segurança; e resolução de problemas.

Em Portugal foi lançado o Quadro Dinâmico de Referência de Competência Digital (QDRCD), um instrumento de avaliação das aptidões digitais da população. Baseado no Quadro Europeu de Competências Digitais para Cidadãos, o QDRCD pretende apoiar a definição de políticas e estratégias, permitindo um mapeamento de competências digitais em articulação com outros referenciais; desenhar programas de educação, de formação e de competências de empregabilidade; e ainda avaliar e certificar competências. Para o efeito, incorpora 5 áreas de competência - Literacia da Informação, Comunicação e Cidadania, Criação de Conteúdos, Segurança e Privacidade e Desenvolvimento de Soluções.

Vivemos na era digital, na era da nanotecnologia, da robótica e da inteligência artificial. Com a combinação de tecnologias, da área da microeletrónica e da robótica, e da biologia com o mundo digital, a Quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0) terá o potencial de criar uma gama infinita de novos produtos ou serviços, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos. Representa uma descontinuidade do modelo de produção industrial que estamos habituados a ver nas indústrias. As empresas deverão adaptar-se para enfrentar a competitividade crescente e as novas exigências da sociedade e do consumo. A Indústria 4.0 significa a transformação digital, baseada no desenvolvimento de tecnologias que permitem mudanças disruptivas nos modelos de negócio, nos processos e nos produtos. Integra o conjunto de tecnologias inteligentes de materiais, de conectividade e de tratamento e armazenamento eletrónico de grandes volumes de informação. Trata-se da Indústria Inteligente: digitalização da indústria transformadora, resultado da convergência entre as tecnologias de informação e comunicação e os novos (nano) materiais, os processos produtivos, a automação, a inteligência artificial e a robótica. A fabricação industrial flexível (pequenas séries) e próxima ao consumo com influência direta do consumidor (“produzido à medida”) obrigarão a uma nova abordagem de fabrico.

Torna-se cada vez mais crucial a implementação de medidas e programas de apoio capazes de capacitar as PME através do reforço efetivo das competências necessárias para fazer face aos diversos desafios e fatores críticos de competitividade, em particular no domínio da inovação tecnológica associada aos processos de transformação digital e de digitalização no contexto da Indústria 4.0.
O novo “Programa Europa Digital” proposto pela Comissão Europeia vai ter um financiamento de 9,2 mil milhões de euros (2021-2027). O objetivo é assegurar que todos os Europeus têm as ferramentas e as infraestruturas necessárias para responder ao largo espectro de desafios tecnológicos da vida pessoal e profissional. O programa Europa Digital é um novo programa que faz parte do capítulo sobre o “Mercado Único, Inovação e Digital” da proposta de orçamento da UE a longo prazo.

O Parlamento Europeu votou a favor do financiamento para os seguintes projetos digitais: computação de alto desempenho, inteligência artificial, cibersegurança e competências digitais.
Trata-se de parte de uma estratégia para continuar a desenvolver o potencial tecnológico do mercado único digital, que pode vir a acrescentar anualmente 4 milhões de postos de trabalho e 415 mil milhões de euros à economia da UE, aumentando simultaneamente a competitividade internacional da UE.
A Comissão Europeia propõe que para além do programa Europa Digital, será necessário prosseguir e reforçar o financiamento da investigação e da inovação no domínio das tecnologias digitais da próxima geração, no contexto do próximo quadro financeiro plurianual, através do novo programa Horizonte Europa.

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