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Comprar e pagar na Internet: mais fácil ou mais arriscado?

Opções muito discutíveis

Comprar e pagar na Internet: mais fácil ou mais arriscado?

Escreve quem sabe

2019-06-22 às 06h00

Fernando Viana Fernando Viana

A cada dia que passa aumenta a disponibilização on-line de produtos e serviços aos consumidores por via dos PC’s, smartphones e tablets.
Estes canais digitais apresentam como grandes atrativos o poder aceder a esses bens e serviços a qualquer hora do dia e noite, em qualquer local e de forma rápida e conveniente.
As sapatilhas da moda que eu tanto quero já estão à venda? Nada melhor do que pegar no smartphone no conforto da minha sala de estar e ir a uma loja on-line, fazer a encomenda, pagar e recebê-las passados dois dias na comodidade da minha casa, entregues por um estafeta que chega à hora marcada previamente.
Contudo, a utilização destes canais digitais não é isenta de riscos. Antes pelo contrário. No meio digital é normal o consumidor ter mais dificuldade em identificar o vendedor/prestador do serviço e a sua morada. Também não é percetível a segurança intrínseca a toda a operação (designadamente os dados pessoais e bancários fornecidos), bem como a leitura e compreensão de toda a informação pré-contratual e contratual.
Está a aumentar cada vez mais o recurso à fraude nestes canais digitais, designadamente por via de:
Pishing: ocorre quando um pirata informático que se faz passar por uma empresa, consegue convencer o consumidor a fornecer os dados de acesso à sua conta bancária;
Pharming: quando um vírus instalado no sistema informático redireciona a hiperligação (link) para uma página de internet falsa, permitindo a recolha da informação que o cliente bancário aí coloca;
Spyware: introdução de um programa informático malicioso no equipamento do consumidor para espiar a sua utilização e obter os dados que o utilizador aí coloca;
SIM card swap: quando alguém consegue obter uma segunda via do cartão de telemóvel (cartão SIM) de alguém. Isso permite que todas as chamadas e SMS recebidos, incluindo os one-time passwords (passwords descartáveis, válidas apenas para um acesso ao homebanking ou para uma transmissão, enviadas por SMS), sejam direcionadas para esse cartão SIM duplicado que está na posse do burlão, sem que o burlado se aperceba;
Shoulder surfing: ocorre quando alguém consegue recolher informação pessoal e confidencial de um cliente através da observação direta (daí a expressão “olhando por cima do ombro”). Esta técnica é muito utilizada quando usamos os nossos equipamentos eletrónicos em locais de grande afluência de público (como por exemplo nos centros comerciais e transportes públicos) e inserimos dados pessoais e passwords sem que nos apercebamos que estamos a ser observados. Os dados recolhidos podem depois ser usados indevidamente em nosso prejuízo.
Caso pretenda saber mais sobre este assunto, contacte o CIAB-TRIBUNAL ARBITRAL DE CONSUMO: em Braga, na R. D. Afonso Henriques, n.º 1 (Ed. da Junta de Freguesia da Sé) 4700-030 BRAGA * telefone: 253617604 * correio eletrónico: geral@ciab.pt ou em Viana do Castelo: Av. Rocha Páris, n.º 103 (Villa Rosa) 4900-394 VIANA DO CASTELO * telefone 258 809 335 * correio eletrónico: ciab.viana@cm-viana-castelo.pt, ou ainda diretamente numa das Câmaras Municipais da sua área de abrangência ou em www.ciab.pt.

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