Correio do Minho

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Compromisso com o Conhecimento e a Ciência

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Ideias

2016-09-24 às 06h00

Vasco Teixeira Vasco Teixeira

A aposta no investimento no Conhecimento científico e na Inovação tem-se revelado uma importante alavanca para o crescimento socioeconómico e o desenvolvimento sustentável. A relevância da ciência e da tecnologia na sociedade do conhecimento e da inovação são hoje cada vez mais consideradas fatores indispensáveis para a competitividade das empresas na União Europeia (UE) sendo essencial para a criação de emprego.

Um compromisso de longo prazo com o Conhecimento, a Ciência e a Tecnologia é crucial para estimular o crescimento e a competitividade. Vários programas e quadros estratégicos europeus ligados ao Conhecimento e Ciência reforçam a importância do investimento e da cooperação europeia nos domínios da Educação, Formação, Ciência e Investigação como fator essencial para que a União Europeia possa tornar-se a economia do conhecimento mais avançada do Mundo. Um dos grandes desafios é a Inovação: como transformar efetivamente o conhecimento científico e tecnológico em inovação com impacto na sociedade. O Conhecimento é essencial no Espaço Europeu da Investigação (EEI).

O EEI corresponde a um verdadeiro espaço de livre circulação dos conhecimentos, dos investigadores e das tecnologias, destinado a reforçar a cooperação, a estimular a concorrência e a otimizar a afetação de recursos.
O EEI é crucial para tornar mais eficazes as atividades de investigação e inovação e contribuir para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.

Entre vários temas prioritários apontados pela Estratégia Europa 2020, deve ter-se em consideração uma agenda comum visando a aposta estratégica no investimento em investigação científica e tecnológica, na inovação industrial e no empreendedorismo tecnológico, numa abordagem territorial. Este desafio deverá ter sempre presente as diretrizes para as políticas de desenvolvimento regional tendo em conta as especificidades da região, em termos das competências científicas e tecnológicas em investigação nas instituições de I&D e Universidades, das características do tecido económico, entre outros.

O crescimento da economia portuguesa dependerá muito da capacidade de se estimular a competitividade a nível regional. A aposta numa Região do Conhecimento e da Inovação, reforçada pelo investimento em Educação, I&D e Inovação é fundamental para o crescimento económico, competitividade das empresas e para o desenvolvimento das regiões.
O ciclo de financiamentos 2014-2020 (Portugal 2020 e Horizonte 20202) terá de ser devidamente aproveitado de forma eficaz e inteligente, pois será um instrumento de apoio das transformações estruturais do país, do aumento da competitividade e do combate ao desemprego.

Será, seguramente, o motor da reindustrialização, da promoção da competitividade, do desenvolvimento científico e tecnológico e da inovação, do crescimento e internacionalização das PME e de uma especialização inteligente de base regional.

A Universidade do Minho posicionou-se e estabeleceu uma estratégia a nível regional e europeu para os desafios dos novos programas de financiamento. Sempre teve um grande compromisso com o conhecimento e a ciência. Continuará a apostar fortemente na investigação e na inovação tecnológica como áreas centrais da sua estratégia de crescimento. Apostar no reforço da internacionalização da investigação (afirmando-se ainda mais no Espaço Europeu de Investigação) e continuar a criar condições ótimas para a atração e a fixação de talento na região. Um dos grandes desafios será estreitar maiores laços de cooperação com o tecido socioeconómico para assim fortalecer a base científico-tecnológica das nossas empresas e contribuir para a promoção da competitividade.

No âmbito do Compromisso com a Ciência e o Conhecimento estabelecido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, as instituições de ensino superior públicas e o Governo assinaram em julho um contrato para a legislatura, que reconhece a autonomia efetiva das instituições num contexto de corresponsabilização reforçada e assumindo as metas do Plano Nacional de Reformas, designadamente no que se refere à qualificação da população portuguesa, ao reforço do emprego científico e à convergência do investimento para a concretização das metas europeias.

No texto do contrato pode ler-se que reconhecendo “a importância das universidades públicas para o futuro de Portugal”, o governo “desenvolverá iniciativas para proporcionar a essas universidades condições de autonomia e de financiamento adequadas ao seu desenvolvimento e à sua afirmação internacional”.

Este contrato vem reafirmar o esforço coletivo de investir no futuro, afirmando o “Compromisso com o Conhecimento e a Ciência” para os anos de 2016 a 2020. O contrato prevê um programa de estímulo ao emprego científico em Portugal, incluindo a contratação de pelo menos três mil docentes e investigadores até 2019 pelas instituições de ensino superior (IES). As IES comprometem-se a, coletivamente, atingir os objetivos de qualificação e de I&D previstos no Plano Nacional de Reformas, apostando na redução do abandono e insucesso escolar, atração do investimento privado e receitas próprias para I&D, estabelecimento de parcerias, entre outras.
O contrato entre o Governo e as IES estabelece como meta que cada instituição aumente as receitas próprias num montante que corresponda ao dobro do crescimento que o PIB nacional venha a registar entre 2015 e 2020.

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