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Coração generoso

O primeiro Homem era português

Coração generoso

Escreve quem sabe

2022-04-24 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

A boa pessoa, tem um coração generoso. Há quem afirme, que boas pessoas não existem, mas não é verdade. Existem, e pode dizer-se que são, sem dúvida, presença em forma de “luz” na vida de outras pessoas. Fazem diferença pelo que são, na sua essência, e são diferentes e únicas nos caminhos daqueles/as que passam por si.
Ser boa pessoa é muito mais, do que uma escolha de um lifestsyle.
É ser.
As boas pessoas não se prendem a palavras, mas revelam-se nas atitudes. Tem como características humanas o ajudar, a solidariedade e não esperam retribuição dos outros.
São excelentes conselheiros/as, altruístas e empáticos/as. É aquele/a que reflete no impacto que as suas palavras e atitudes deixam nos outros. São pessoas de sorriso aberto e veem a beleza colateral, muito além da superficialidade da vida. Não são de conflitos, são de causas.
A boa pessoa, mesmo que haja alguma lacuna muito grave na sua própria vida, sente genuinamente felicidade pelos outros. São na verdade, as que sofrem mais com as adversidades da vida. Por norma, não têm ou não tiveram uma “vida descomplicada”. São, as marcas e cicatrizes da vida que as leva a percecionar as situações más de um outro prisma.
Imagine a vida, numa espécie de “provas de avaliação” em que só avança se conseguir “passar” , isto é, ser bem sucedido/a. Caso não o seja, tem de repetir. Na ótica ou visão das boas pessoas, as “provas de avaliação” a repetir, não são entendidas como fracasso, mas sim como, uma oportunidade de melhorar e evoluir enquanto pessoa e ser exemplo ou inspiração, se necessário para outras pessoas no futuro. Por vezes, “carregam” dentro de si, histórias de vida muito complicadas e tristes, mas preferem ter como lema de vida, “arregaçar as mangas” e enfrentar dificuldades e adversidades.
Cada pessoa, tem o poder do livre-arbítrio, que na verdade é, o de decidir o seu caminho e escolhas. Por analogia a uma corrida, a vida não é uma reta perfeita em que se vislumbra a meta “ali já”. Passa-se muitas vezes, por caminhos que ninguém conhece, pelo escuro em que, o cansaço físico e psicológico envolvem, de tal forma, que até parece ser melhor “esperar” e “deixar ver”, sem nada fazer.
A única pessoa pela qual, nunca mas nunca pode desistir, é de si próprio/a. Cada pessoa é ação e movimento. Tudo na vida, sem exceção passa, mesmo aqueles momentos maus da vida que parecem intermináveis.
Por vezes, memórias infelizes podem influenciar a formação da personalidade com consequências infelizmente futuras. Isto para dizer que, uma mesma situação desagradável, pode ser variável e impactante de forma diferenciada em duas pessoas. Uma experiência traumática, como por exemplo, viver numa família disfuncional, pode levar muitas vezes, a escolha de um rumo diferente, como por exemplo, a quando na construção da sua própria família, escolher na posição de pais, uma nova atitude de parentalidade diferente daquela que viveu, ou então no caso de aconselhar ou ajudar outras pessoas que passam pelas mesmas circunstancias das que viveu.
De certa forma, é como falar a mesma linguagem emocional, tal como diz a expressão popular, “quem passa, é que sabe e sente”. Por sua vez, também existem pessoas que, na mesma vivência de uma família disfuncional, não conseguem ultrapassar essas mesmas memórias e mais adiante com outras experiências amargas (comuns a toda a gente), desenvolvem sentimentos de mágoa profunda e ressentimento e ao não conseguir gerir essas mesmas emoções projetam negativamente para outras pessoas ( que não tem culpa - “Se estou mal, então ficámos todos”.
Em suma, ser boa pessoa é refletir sobre o impacto, que a forma de estar, sentir e perceber, irá ser projetada na vida de alguém.

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