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Covid-19 – o equilíbrio mental na pandemia

A saia comprida

Covid-19 – o equilíbrio mental na pandemia

Escreve quem sabe

2020-03-31 às 06h00

Ricardo Pinto Ricardo Pinto

Com o número crescente de casos de Covid-19, aliado à quarentena e as suas peculiaridades, os níveis de ansiedade na população tem, também, aumentado diariamente. É natural surgirem sentimentos de preocupação e cuidado em situações stressantes, como a declaração mundial de pandemia face ao Covid-19, no entanto é essencial munirmo-nos contra a ansiedade severa e o pânico que daqui advêm.
Numa primeira instância, limitar a exposição dos media constitui um ponto fulcral, uma vez que a busca constante de informação do vírus, derivada de diversas fontes, produz um constante estado de alerta ansioso. Procuremos ajustar e cingir a informação a origens fidedignas, como a Organização Mundial de Saúde (OMS). O stress que emerge da informação pandémica, origina uma visão agravada da situação real, que devemos manter em perspetiva, como por exemplo, ao invés de automaticamente assumirmos o pior caso possível e elevarmos uma pré-preocupação, devemos questionar se não estamos a adiantar a preocupação, ao pressupormos que algo grave vai acontecer.
De forma a combater estados negativos, incentivar um estado de espírito positivo é essencial neste período de quarentena, através de atividades de auto-cuidado, como manter boas ligações sociais e comunicar abertamente com a família e amigos, ter uma atividade interessante em casa ou aprender algo novo, manter um estilo de vida saudável através da boa alimentação, exercício físico em casa e dormir bem e praticar relaxamento com meditação ou outra prática que estimule o corpo a estabelecer e reajustar a um estado calmo.
Atendendo ao tema infantil, as crianças inevitavelmente percebem as preocupações e a ansiedade dos pais e cuidadores, através da escuta e observação do contexto, normativo nestas idades, sendo importante que estas possam falar e expor as suas próprias questões e preocupações. Dada a extensa cobertura dos media quanto ao tema, aliado às visíveis precauções, é natural que as crianças questionem e estejam conscientes e atentas ao vírus, pelo que se deve proporcionar oportunidades para responder às suas questões de maneira calma, honesta e apropriada à idade, o que auxilia a reduzir a ansiedade que possa estar presente. Seguem algumas estratégias a utilizar com crianças:
? Questionar o que sabem sobre o vírus, para que se possa esclarecer dúvidas ou mal-entendidos;
? Explicar que é natural sentir alguma ansiedade face a situações stressantes, mas que devemos sempre falar sobre o assunto;
? Proporcionar sensações de controlo, através de ações de segurança que elas podem realizar autonomamente, como lavar as mãos segundo as normas;
? Não expor informações desnecessárias, como as referentes à mortalidade;
? Assegurar que o vírus é menos comum e grave em crianças, em comparação com adultos (não banalizar esta informa- ção, pois pode levar à falta de cuidado);
? Permitir o contato regular, por telefone, com pessoas próximas, como os avós;
? Limitar a exposição aos media e informação;
? Realizar atividades lúdicas e manter uma rotina saudável em casa.
Na eventualidade de não conseguir lidar com o stress ou a ansiedade que sente face às circunstâncias atuais, procurar ajuda profissional é o mais indicado. Diversos profissionais encontram-se a administrar consultas online, através de videochamadas, proporcionando o acesso essencial e indicado à ajuda psicológica.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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