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COVID-19: Quem testar? Que testes usar?

“10 palavras no caminho? Apanho todas. Um dia construo uma ponte.” HUMOR

COVID-19: Quem testar? Que testes usar?

Voz à Saúde

2020-11-24 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

Achave do controlo da transmissão do vírus SARS-CoV 2 poderá passar pela deteção precoce dos casos positivos para COVID-19. Vários países do mundo estão a adotar a estratégia de testar as pessoas que constituam casos suspeitos, identificando, assim, os portadores da doença, procedendo ao seu acompanhamento e consequente isolamento.
Importa salientar que, os sintomas da infeção COVID-19 são quase indistinguíveis de uma gripe ou de qualquer outra infeção respiratória, sendo comuns os quadros de tosse, febre, dores no corpo e até mesmo espirros ou nariz entupido. Por essa razão, é necessário um exame laboratorial que nos comprove a infeção e a presença do vírus. Existem já alguns testes que nos permitem detetar o vírus SARS-CoV 2 nas secreções da nasofaringe (através do nariz) e orofaringe (através da boca) colhidas por uma zaragatoa (semelhante a cotonete com certificação médica). Sabe quais são?
1. RT-PCR (Real Time – Polymerase Chain Reaction) o método mais recomendado que consiste na deteção de material genético do vírus. Tem uma especificidade e sensibilidade de quase 100%, sendo raros os casos de falsos negativos ou positivos. Trata-se de uma técnica complexa, cujos resultados podem demorar, no mínimo a 4 a 6 horas. Sendo posteriormente validados e comunicados em prazos que têm rondado as 24 a 48 horas. Devem ser realizados por todas as pessoas com suspeita de terem doença COVID-19 e após uma orientação clínica por profissionais de saúde habilitados para o efeito. Uma vez que, detetam partículas do vírus (ativas ou inativas), estes testes podem continuar positivos mesmo quando o vírus já não apresenta capacidade infeciosa e a pessoa já se encontra curada. Por esta razão, muitas pessoas continuam com teste RT-PCR positivo muito além do período em que o vírus apresenta, efetivamente, perigo de transmissão;
2. Testes Rápidos de Antigénio: desde novembro de 2020 que a Direção Geral da Saúde autorizou a realização destes testes. Apresentam uma especificidade e sensibilidade inferiores às dos testes RT-PCR, mas têm a vantagem de dar uma resposta mais rápida, estando os resultados prontos em 15 a 20 minutos, permitindo interromper, mais rapidamente, a cadeia de transmissão do novo vírus. Para que a sua fiabilidade aumente devem ser realizados quando a pessoa já apresenta sintomas, idealmente, nos primeiros 5 dias de doença;
3. Testes serológicos de anticorpos IgM e IgG, estes diferem dos dois primeiros porque são obtidos através de uma pequena amostra de sangue. Não devem ser feitos numa fase inicial da doença, sob pena de gerarem resultados falsamente negativos dado que os níveis de anticorpos podem só ser detetáveis em fases mais avançadas. Estes testes não detetam diretamente o vírus ou as partículas virais, mas sim a resposta do nosso organismo à presença do vírus, o que poderá ser muito variável. Desta forma, não se trata de um método validado para o diagnostico inicial e atempado da infeção.
Só no início do mês de novembro, em Portugal, já tinham sido testadas mais de 3,4 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de um terço da nossa população.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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