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Crédito bancário aos consumidores a diminuir

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Crédito bancário aos consumidores a diminuir

Escreve quem sabe

2019-06-01 às 06h00

Fernando Viana Fernando Viana

As instituições de crédito (doravante Bancos, porfacilidade de expressão) reportam mensalmente ao Banco de Portugal informação sobre os novos contratos de crédito aos consumidores celebrados no mês anterior.
Segundo a informação mais recente disponibilizada pelo Banco de Portugal relativa ao mês de março, os números de novos créditos concedidos aos consumi- dores relativo ao período hómologo do ano anterior (março de 2018) apresenta um decréscimo conforme resulta da imagem seguinte:

Curiosamente, esta diminuição acompanha a quebra que também se sente no crédito à habitação e no crédito concedido às empresas. Quais as razões que estão por detrás desta redução? No caso do crádito à habitação, alguns analistas referem que o disparar do preço das casas nas grandes cidades (Lisbos e Porto, sobretudo), provocado pelo aumento da procura de habitação por parte dos cidadãos estrangeiros que se pretendem instalar no nosso país, provocou uma retração das famílias em relação à compra de habitação. Também a estagnação da atividade económica, principalmente das exportações, poderá explicar a diminuição do crédito concedido às empresas.
Para alguns analistas, a explicação da redução da concessão de crédito, sobretudo aos consumidores, curiosamente também tem que ver com o momento que se está a viver no nosso país relativamente à revelação quase diária, feita pela comunicação social, de grandes escândalos envolvendo a banca nacional e grandes figuras mediáticas (ex. caso Berardo), relativamente ao facilitismo na concessão de empréstimos de valores muito elevados e quase sem garantias. Este momento de lavagem de roupa muito suja na praça pública, está a provocar um sentimento de pânico junto dos decisores de crédito dos Bancos que aumentam as exigências de garantias e de análise de risco sobre os mutuários, levando à reprovação de muitos dos pedidos de crédito que noutras circunstâncias seriam facilmente aprovados.
É caso para dizer, “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.

Caso pretenda saber mais sobre este assunto, contacte o CIAB-Tribunal Arbitral de Consumo: em Braga, na R. D. Afonso Henriques, n.º 1 (Ed. da Junta de Freguesia da Sé) 4700-030 BRAGA * telefone: 253 617 604 * correio eletrónico: geral@ciab.pt ou em Viana do Castelo: Av. Rocha Páris, n.º 103 (Villa Rosa) 4900-394 VIANA DO CASTELO * telefone 258 809 335 * correio eletrónico: ciab.viana@cm-viana-castelo.pt ou ainda diretamente numa das Câmaras Municipais da sua área de abrangência ou em www.ciab.pt.

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