Correio do Minho

Braga,

Crianças com tendência para a agressividade

Patologia respiratória no idoso

Escreve quem sabe

2013-02-24 às 06h00

Joana Silva

Nos tempos que correm, a agressividade tem vindo a aumentar seja em jovens, adultos e crianças. No que concerne às crianças, os agentes de educação, isto é, pais, professores, educadores entre outros tem vindo a questionar-se acerca da origem deste fenómeno. Interrogam-se se porventura será a influência da televisão, dos jogos, ou quiçá do contexto familiar ou escolar que despoletam a agressividade. Certo é que a criança na infância tem ídolos que vão muito além dos super heróis que visiona nos contos infantis. Os pais, os avós, os irmãos mais velhos e até os professores são” modelos” ou referências a seguir, por norma, pela criança. Posto isto, a criança tende a ripostar as atitudes e posturas que presencia, mais concretamente, se observar por exemplo, os pais a discutirem muito entre si ou até mesmo a utilizar frequentemente o palavrão na comunicação verbal, as crianças propendem a adoptar este comportamento nos diversos contextos de interacção e socialização, sobretudo na escola com os amiguinhos. Torna-se uma “enorme dor de cabeça” quando são sucessivos os recados na caderneta o aluno ou os pais são chamados à escola pela director (a) pela prática da agressividade naquele contexto do seu educando . Os pais tem na maior parte das vezes dois tipos de resposta à situação. Uns optam por humilhar verbalmente ( “ que filho que eu tenho. Que mal fiz eu para ter um filho assim”) e fazer uso da violência “ali na hora”. Outros percepcionam a situação de um outro ponto de vista, mais concretamente, se a criança foi agressiva, terá provavelmente sido em legitima defesa, assim, a mesma ao verificar que tem o assentimento dos pais para tal atitude tenderá a replica -la em posteriores situações. Ambas estas situações são inapropriadas e não resolverão o problema da agressividade.
Posto isto, antes de mais é fulcral desenvolver ou fomentar emoções positivas como a alegria, a calma e o bem estar. É também importante estabelecer regras, de que não deve ter aquele comportamento e que o mesmo tem consequências negativas (do tipo ficar de castigo ou até mesmo “perder” os amiguinhos). De lembrar também, que as crianças tem pouco auto-controlo, as emoções estão “à flor da pele” daí serem mais impulsivas e, a fim de terem “comportamentos desejados e assertivos” devem ser ensinados pelos primeiros agentes da educação, os pais através da comunicação e reflexão , como por exemplo, “ Coloca-te no lugar do João, como te sentirias se te chamasses nomes que não gostas? Ficarias triste …” .
Utilizar a violência física também não é a melhor opção, normalmente aumenta mais a agressividade e a criança pode interiorizar que essa é a melhor forma de actuar com as pessoas quando desagrada o comportamento das mesmas. Mesmo as crianças mais agressivas, por norma tendem igualmente a ter comportamentos adequados e cabe aos adultos valorizar e até elogiar esse empenho. Por ultimo, a criança deve ser motivada na expressão dos seus sentimentos, , mostre-se disponível para ouvir os motivos do seu temperamento exaltado (desapontamento, zanga ou tristeza) por forma a encontrar uma solução para a situação.
A paciência e o carinho tem valor incalculável no que se refere a esvaecer e evitar futuras atitudes agressivas.

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