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Declarações hilariantes dos ministros sobre as agressões a profissionais da saúde

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Declarações hilariantes dos ministros sobre as agressões a profissionais da saúde

Ideias

2020-01-18 às 06h00

Humberto Domingues Humberto Domingues

Fruto dos últimos casos mediatizados, sobre a violência sofrida por médicos, tornou-se visível mais um “distúrbio” desta nossa Sociedade.
Antes de tudo dizer que há muita violência sobre Profissionais de Saúde, nomeadamente sobre os Enfermeiros, e não só sobre Médicos, como parece querer fazer-se passar/noticiar. Ainda recentemente no Hospital de Santa Maria – Lisboa, mais uma Enfermeira foi agredida! E agora até magistrados são agredidos!
Perante este sério problema desta violência gratuita, interessa perceber e avaliar que possíveis fenômenos sociais ou outros poderão estar por detrás destes comportamentos. Afirmamos e atrevemo-nos a dizer que a nossa Sociedade está doente! Doente porquê? Porque, parece-nos, que não é normal que se agridam Enfermeiros, Médicos e Professores. Agressões, estas, que recaiam sobre quem trata e cuida dos Cidadãos doentes e quem ensina os Cidadãos! Não é normal!
As implicações futuras que estes profissionais vão ter/sofrer, são inúmeras e de vária ordem: psicológica, desmotivação, desinteresse, absentismo, mas e sobretudo, de insegurança. Todo este estado de coisas, fica agravado pelas declarações dos Conselhos de Administração e poder político, que as qualificamos como degradantes, insensíveis e desfocadas da real situação que não abonam, em nada, na defesa e resolução destes problemas e sobretudo, na serenidade e confiança dos Profissionais.
Em reunião entre os Ministros da Saúde e Administração Interna, decidem “criar gabinete de segurança”. E medidas penais para os agressores? Nenhumas? E perante estas agressões (Crime semi-publico/ou público) a Srª. Ministra da Justiça nem participa na reunião com os dois Ministros anteriores?
A violência sobre Enfermeiros, Médicos e Professores, só agora causou preocupação ao poder político, desencadeando reuniões e afins, para o boneco político do minuto das televisões. Entretanto e até agora tínhamos os Ministros, entre os quais a Ministra da Saúde, a desvalorizar estes episódios de violência. Enfim… fruto dos tempos, da mediatização e do oportunismo político, que no entanto não resolve coisa nenhuma! É a inércia com- pleta!
E já agora, O “gabinete de segurança” anunciado pela Srª. Ministra, vai resolver estas situações? Não será mais um caso para “albergar” mais uns “boys”? Gerir estatísticas e casuística? Concretamente, que medidas, é que a Senhora Ministra adiantou? Não será mais importante que tudo isto, criar melhores condições aos profissionais para desenvolverem a sua actividade profissional? Não será necessário dar resposta eficaz e diminuir os tempos de espera e as listas para cirurgias e primeiras consultas? O que se pretende são medidas práticas, baratas e realizáveis. Não ilusões!
Podemos afirmar que este “agressor (múltiplos indivíduos)” é consequência de um estado caótico em que se encontra o SNS? É consequência das cativações e falta de respostas e recursos que o poder político, de há uns anos a esta parte, tem votado o SNS? Estamos convencidos que sim!. Infelizmente, no dia-a-dia, quem dá a cara pelo SNS, quem mantém o SNS a funcionar e luta para que sejam prestados os melhores cuidados de saúde aos Cidadãos doentes, é quem sofre as agressões, é perseguido e por consequência sofre diminuição das suas capacidades físicas, mentais e de cidadania.
Esta violência gratuita, mas demolidora; desajustada, mas real; injustificada, desproporcional e inadquada tem que ser por Todos censurada e não admitida! Tem que haver consequências penais para os agressores.
Sociologicamente perguntando, este tipo de agressões que os Profissionais de Saúde sofrem, são só dirigidas a eles, ou é Toda uma Sociedade desformal, inquieta e doente, despida de valores e de respeito, que agride uma outra Sociedade diminuta e indefesa?
Ficamos a aguardar por medidas ajustadas, na esperança e desejando que não haja mais nenhum episódio de agressão, seja contra quem fôr!

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