Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Demitam-se já!

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Ideias Políticas

2013-03-05 às 06h00

Carlos Almeida

Se dúvidas houvesse sobre o descontentamento popular face às políticas do governo de coligação PSD/CDS, as enormes manifestações do passado Sábado vieram desfazê-las. Sem procurar perder-me na guerra dos números, é inquestionável que o povo português saiu à rua em força um pouco por todo o país. Foram às centenas de milhares as pessoas que acorreram aos protestos e todas se uniram em torno da mesma convicção, a de que é o povo quem mais ordena. E o povo ordenou a uma só voz: fora com o governo! Demitam-se!

No último Sábado, saíram à rua muitos milhares de portugueses que não desistem de lutar por outro caminho para Portugal, que não baixam os braços perante a ofensiva política, económica e social, que não se resignam face ao medo e às ameaças diárias de poderem perder o emprego.
No último Sábado, saiu à rua um povo inteiro que não abdica de um futuro no seu país. Um povo que disse basta, chega desta política de miséria e empobrecimento. Chega de humilhação e subserviência.

As manifestações de 2 de Março constituíram, por isso, um impressionante sinal de exigência de outra política. Foram também a confirmação do justo caminho da luta desenvolvida, diariamente, nas empresas, onde o combate é mais duro e difícil. Foram ainda certeza de que, cada dia que passa, mais e mais pessoas se juntam à onda de indignação que se alastra pelo país. A revolta perpassa as mais diversas camadas populares e toma lugar a cada dia em cada esquina.

Hoje, quem luta não quer apenas derrubar este governo, quer também garantir que depois deste não virá outro igual. Quem luta sabe quem é responsável pela situação a que chegámos e quem governou o país nos últimos 37 anos. Quem luta sabe ainda quem assinou esse acordo desgraçado com o FMI, o BCE e a CE.

Hoje, os portugueses sabem bem o que está mal no país e sabem que têm que expulsar a troika para repor a soberania nacional.
É, por tudo isto, indispensável que não abrandemos no percurso que está a ser feito, lutando todos os dias, de diversas maneiras, nos protestos mais pequenos ou nos maiores, sempre e sempre contra as injustiças.

Até ao derrube do governo e à mudança de políticas, a luta não pára. Muitos outros protestos estão já agendados e cada um deles representa mais um empurrão para a queda do governo.
No próximo dia 8 é a vez das mulheres, elas que sentem as medidas de austeridade a dobrar, a quem esta política está a empurrar de novo para níveis de desigualdade inadmissíveis. No seu Dia Internacional erguerão a voz e terão ao seu lado muitos homens empenhados na eliminação das discriminações e num caminho conjunto de progresso e desenvolvimento.

Noutras datas, noutros encontros ou noutras paragens, a mesma vontade de sempre, a de pôr termo à dramática e inaceitável situação que estamos a viver, pelo direito a uma vida digna, com acesso aos cuidados de saúde, ao ensino e ao conhecimento, à assistência social, à cultura e às artes, à liberdade de escolher o nosso próprio caminho e de participar na construção colectiva de uma sociedade mais justa e solidária.

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