Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Desmotivação, a questão!

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Escreve quem sabe

2016-01-31 às 06h00

Joana Silva

Já ouviu com certeza a expressão “O coração tem razões que a própria razão desconhece ”, ou ainda “ Há que separar a razão da emoção”. Lidámos diariamente com situações que nos colocam à prova os nossos instintos e as nossas emoções. Às vezes, os “olhos vêm o que não deveriam ver”, certas situações, como por exemplo, um chefe que parece apenas valorizar e apoiar aquele(a) colaborador(a) que não “veste a camisola” na totalidade pela empresa; um relacionamento que de dia para dia o desgaste emocional cada vez é maior; ou até aquela amizade que se sabe de antemão que é meramente tóxica mas que mesmo assim se teima em a manter; também outras situações que se espera ansiosamente que aconteçam e que teimam em não surgir.

Não obstante, ainda há quem defenda que sim, é possível “separar as águas”, ou seja, problemas em X área da vida não deve interferir nos restantes contextos. Outros porém reiteram que não passam apenas de palavras bonitas e que na prática o cenário é bem diferente. Mas será assim tão simples numa espécie de estalar de dedos, desligarmo-nos emocionalmente?! Talvez… mas o mais certo é que não, sobretudo porque os vários contextos da nossa vida encontram-se interligados.

Observe e irá constatar que existem pessoas extremamente bem-sucedidas profissionalmente e amorosamente mal resolvidas; outras, detém o amor incondicional que muitos desejariam ter, mas não são bem-sucedidas em termos profissionais; há também quem tenha afetos e a profissão que sempre quis mas em contrapartida não tem saúde (o próprio stresse a médio e a longo prazo, pode despoletar doenças). Tem de facto que existir equilíbrio em todas as dinâmicas vivenciais (biológico e psicossocial). Quando algo falta, sobrevém a desmotivação. A desmotivação nada mais nada menos é do que a perda de interesse por algo.

A desmotivação encontra-se associada a sinais como: a insatisfação pela vida, desânimo, perda de interesse geral, alteração de estados de humor (intolerância, irritabilidade), tristeza, problemas de sono, falta de criatividade, procrastinação (“deixar para amanhã o que se pode fazer hoje” relativa- mente a tarefas a apresentar), sofrer por antecipação (medo do futuro) etc.

O que fazer perante a desmotivação? O primeiro passo passa por reconhecer e valorizar-se a si próprio, defeitos e virtudes. Amar-se incondicionalmente. O segundo passo implica que a pessoa compreenda que desistir de tudo está muito longe de ser a solução. Dizer, “Já que não tenho isto, não quero saber do resto…desisto.”, pode coadjuvar mais para o agravar da situação que persiste. Quer-se com isto dizer que para além de não ter no momento aquilo que desejaria ter, ao desistir do que tem atualmente e por tudo o quanto lutou, a queda pode ainda ser muito maior.

Apenas trará mais insatisfação. É importante redefinir objetivos mesmo quando achámos que já não somos capazes. Deixar acontecer, o tempo acaba sempre por ser uma espécie de bússola que aponta novas vivências. Terceiro e último passo, mimar-se todos os dias em especial nos de maior desânimo. Aproveitar para fazer o que mais gosta. Há que travar uma luta contra o tempo e mimar-se 5 a 10 minutos por dia, seja fazer uma caminhada, ver aquela telenovela que tano gosta ou até comer um pedacinho de chocolate. Experimente e irá perceber o bem que lhe faz.

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