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Dia Internacional da Reciclagem e da Biodiversidade

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Dia Internacional da Reciclagem e da Biodiversidade

Escreve quem sabe

2019-05-18 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

Sabemos que separar o lixo em casa é uma tarefa trabalhosa, pois é muito diversificada a variedade e os destinos dos resíduos que temos em casa e que, numa grande parcela, o destino correto não é o ecoponto. Este foi o motivo que levou a Quercus a lançar a aplicação Wasteapp disponível de forma gratuita em diferentes plataformas digitais.
Na leitura que fizemos dos 3 meses de existência da Wasteapp, verificamos que os portugueses continuam à procura de informação que lhes permita separar corretamente os lixos produzidos em casa diariamente. Têm ocorrido inúmeras interações, que estão a ser tidas em conta pela Quercus para melhorar a resposta da aplicação e esclarecer o destino mais adequado a dar aos diversos resíduos, tendo já sido adicionados novos destinos e categorias à App. A Wasteapp apresenta soluções que passam pela «doação ou a reciclagem», antes de considerar a sua colocação no contentor do indiferenciado.
Nunca é demais recordar que, todos os dias cada português produz uma média de 1,32 kg de lixo, contribuindo para uma produção anual de 4,75 milhões de toneladas de resíduos urbanos para os quais se tem de dar destino correto.

Apenas 16,5% do total de resíduos produzidos em Portugal são encaminhados para os ecopontos, valor muito baixo que vai refletir-se na taxa de tratamento do lixo, ou seja quanto menos separarmos mais pagamos. Posto isto, a nossa realidade atual é uma necessidade de tratar 83,5% de resíduos todos misturados, dos quais temos que retirar materiais para reciclar e valorizar, tendo à nossa frente uma meta de reciclagem – reciclar 50% do lixo até 2022.
É uma tarefa quase impossível porque atualmente a nossa reciclagem está na ordem dos 38%. E para o futuro espera-nos metas mais ambiciosas - em 2035, temos que reduzir a deposição em aterro de 32% para apenas 10% e aumentar a reciclagem para 65% até 2035. Portugal tem um longo caminho a percorrer. Educar e sensibilizar são prioridades.
O Dia Internacional da Reciclagem foi instituído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura), e é comemorado a 17 de maio.

A data é um marco importante para a consciencialização sobre como reduzir, reutilizar e reciclar os resíduos que produzimos. O que pode cada um de nós fazer para diminuir o impacto ambiental, e social, do lixo que produz? O que é que os governos devem fazer? E as empresas e indústrias, como deveriam proceder com a gestão de resíduos?
Neste sentido, um dos grandes desafios para a reciclagem, sem dúvida, é o plástico. Em todo o mundo, estima-se que consumimos um milhão de sacos de plástico por minuto. Além de poluir mares, rios e o ar, o plástico degrada-se, libertando partículas tóxicas que representam um perigo para a vida dos organismos vivos.

Até o início de 2018, a China importava resíduos de plástico de vários países para reciclar. Uma resolução do governo chinês proíbe agora a entrada de lixo estrangeiro, o que faz com que esta tenha deixado de ser a solução para muitos países, nomeadamente europeus. O que por vezes acontece é que há sistema de separação de resíduos nos países europeus mas depois eles próprios não têm empresas que o reciclem, vendo-se forçados a exportá-lo.
No dia 22 de Maio assinala-se o Dia Mundial da Biodiversidade. A biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade de organismos no mundo e às relações complexas entre os seres vivos e entre eles e o ambiente.
O que têm em comum estes dois temas? Os resíduos estão a afetar a biodiversidade. Cada vez mais vemos plásticos em ninhos de aves; é notícia mamíferos marinhos darem à costa com o estômago cheio de plástico; encontramos plásticos na linha de maré!...
Está na nossa mão mudar comportamentos, começando por reduzir a produção de resíduos, reutilizando o que não tivermos conseguido reduzir e separando, encaminhando para a reciclagem, o que não conseguirmos reutilizar.

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