Correio do Minho

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Dia Internacional do Clima

Cartas de saudade

Ideias

2012-05-16 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Assinalou-se no dia 14 de Maio o Dia Internacional do Clima. Aproveito este espaço para chamar a atenção para as mudanças climáticas que se estão a registar no planeta. Veja-se o clima das últimas semanas: passamos literalmente de um dia para outro da lareira para a praia!

Depois de um inverno ameno e extremamente seco, o mês passado foi considerado o Abril mais frio do século! Em 2006, registou-se a temperatura média mínima mais elevada dos últimos 76 anos. Para além deste facto, também está a decorrer uma tendência decrescente na ocorrência de precipitação durante a estação primaveril.

Como temos reparado, nos últimos anos, registou-se um aumento de eventos meteorológicos extremos, como secas, che- ias e as frequentes ondas de calor e frio. Neste sentido, registou-se uma subida da temperatura média do ar, com um aumento de 4ºC a 7ºC entre 2000-2010.

O aquecimento global é resultado destas alterações climáticas, o aumento da temperatura terrestre, não só numa zona específica, mas em todo o planeta. Acredita-se que seja causado pelo uso de combustíveis fósseis e outros processos a nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao efeito estufa, tais como o dióxido de carbono, o metano, o óxido de azoto e os clorofluorcarbonetos, conhecidos como CFC´s.

Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente, o aquecimento global é uma grande preocupação, há quem considere o maior problema que a Humanidade terá de enfrentar nos próximos anos!
Teme-se que os elevados índices de dióxido de carbono que se têm medido desde o século passado, e tendem a aumentar, podem vir a provocar um aumento na temperatura terrestre suficiente para trazer graves consequências à escala global, pondo em risco a sobrevivência de todos os seres vivos.

Importantes mudanças ambientais têm sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global: diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos, são exemplos das consequências do aquecimento global que podem influenciar não somente as actividades humanas mas também os ecossistemas.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico efectuou uma avaliação ambiental do nosso País nesta última década. Este estudo confirmou que Portugal está no bom caminho, contudo ainda há muito para fazer.

A avaliação foi globalmente positiva, embora permaneçam ainda importantes desafios a desenvolver no sector. O principal desafio, a curto prazo, aponta para uma melhoria da relação custo-eficácia das políticas ambientais, ou seja, temos que ‘fazer mais com menos’. A longo prazo, a OCDE pretende que a produtividade e competitividade aumente, com base numa aposta nas energias renováveis e numa reformulação na estrutura das reformas, ligadas ao ambiente.

O estudo desenvolvido pela a OCDE, evidencia a tendência na redução de emissões poluentes e na poluição agrícola nos recursos hídricos. Registou ainda progressos na gestão de resíduos (especialmente com o fim das lixeiras existentes em território português) e definição de políticas para a gestão da natureza e biodiversidade.

No sector das energias renováveis, Portugal está no bom caminho, com o desenvolvimento futuro neste sector caracterizado como essencial para as estratégias nacionais de segurança energética, clima e desenvolvimento económico. Por outro lado, é também sublinhado que a energia hídrica está apenas a 46 por cento do seu potencial, quando em países como a França, Alemanha e Itália apenas cinco por cento permanece por explorar. A eficiência energética tem também de ser desenvolvida, através de preços de energia que demonstrem melhor os custos ambientais, sugere a OCDE.

Diminuir o aquecimento global passa pela diminuição da emissão dos gases de efeito de estufa, a nível individual todos podemos contribuir com pequenos gestos que, juntos, poderão fazer a diferença. Nunca é demais relembrar um gesto simples: Faça separação de resíduos - o que não é separado para reciclagem acaba no aterro, gerando metano, que contribui para o efeito de estufa, além disso, produtos reciclados querem menos energia para serem produzidos, do que produtos feitos a partir de matéria-prima.

Somos os responsáveis por estas alterações, no entanto a minha convicção diz-me que acontecerá um retrocesso positivo em torno desta questão, através de uma educação ambiental mais rica e eficaz.
Temos que zelar pelo futuro das gerações vindouras!

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