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Braga, quarta-feira

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Dia Mundial do Ambiente

A estratégia cultural de Braga 2020-2030 (II)

Ideias

2013-06-12 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Na semana passada, assinalou-se, a 5 de junho, o Dia Mundial do Ambiente e da Ecologia, estabelecido em 1972, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, para marcar a abertura da Conferência sobre Meio Ambiente Humano, em Estocolmo. Desde aí, tornou-se um dos principais veículos das Nações Unidas para estimular a consciência global sobre o meio ambiente e encorajar iniciativas.

Todos os anos, é escolhido um tema para o Dia Mundial do Ambiente. Em 2013, o tema em destaque foi “Pensar. Comer. Conservar - Diga Não ao Desperdício.” O objetivo era incentivar a população a pensar sobre o impacto das suas escolhas relativas à alimentação.
Segundo a FAO, um terço da produção global de alimentos é desperdiçado. Simultaneamente, 1 em cada 7 pessoas no mundo passa fome e cerca de 20.000 crianças com menos de 5 anos morrem de fome, todos os dias.

O desperdício de alimentos é um enorme consumidor de recursos naturais e contribui também com impactos negativos no meio ambiente. Se a comida não for consumida, isso significa que todos os recursos usados na sua produção foram desperdiçados. Por exemplo: são necessários 1.000 litros de água para produzir 1 litro de leite e, cada hambúrguer consome 16.000 litros de água, devido à ração do gado. E, ao longo de toda a cadeia de produção e distribuição, são emitidos gases com efeitos de estufa.

Como alternativa à economia do desperdício é necessário, se pretendemos ter futuro, um novo paradigma, a economia da preservação.
Necessitamos, cada vez mais, de produzir, mas esta produção tem obrigatoriamente de passar por consumo de recursos que a Natureza produziu e, portanto, respeitar os limites da cada região e fazer uma distribuição equitativa, para conseguirmos garantir o futuro das gerações vindouras.

O desenvolvimento sustentável é o único capaz de preservar os recursos naturais e as condições de vida saudável, para as gerações futuras. Para que isto ocorra, a educação ambiental tem uma importância extraordinária, porque consciencializa e altera os padrões de comportamento do ser humano em relação à Natureza.

Para a Braval, o dia 5 de junho é um dia importantíssimo, pois constatámos que a preocupação ambiental se estende a muitas outras instituições. Como tal, pudemos comemorar e colaborar com muitas outras instituições esta data.

A Braval conjuntamente com os 5 municípios acionistas que aderiram à iniciativa e em parceria com o Tin.bra e o Minho Center, assinalou o Dia Mundial do Ambiente, com a apresentação do espectáculo Reciclónico, a cerca de 500 crianças dos municípios de Braga, Vila Verde, Amares, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.

Sendo as crianças um público tão absorvente, é uma das maiores apostas da Braval, para que, adultos de amanhã, tenham esta sensibilidade enraizada.
Desde já, deixo uma palavra de apreço aos acionistas da Braval pela ênfase e apoio que demonstraram nesta iniciativa, bem como à comunicação social e aos professores pela adesão. Todos ajudaram a engrandecer o evento.

Mas pudemos também colaborar com outras instituições, nomeadamente, com o Hospital de Braga, instituição com fortes preocupações ambientais, com a colocação de um ponto eletrão, pilhão, óleão de grandes dimensões, que estão acessíveis ao público em geral, dando continuidade a uma parceria que já tem vindo a dar os seus frutos.
Participamos também nas semanas do ambiente da E.B.2,3 D. Frei Caetano Brandão e do Externato Infante D. Henrique. Nesta última, foi-nos apresentado um projeto científico de 2 alunos com forte componente ambiental, o “Resibox”.

Com este equipamento, a ser instalado debaixo da banca, é permitida a separação das gorduras da água, possibilitando a valorização das gorduras alimentares e o reaproveitamento das águas para regas.
Foi também notícia na semana passada o projeto “Big Band Enterprise”, uma mini-empresa criada por alunos do CLIB e que venceu o programa nacional da Júnior Achievement Portugal e que irá agora representar Portugal, em Londres. O projeto tem como ideia base compactar os desperdícios encontrados no dia-a-dia do estudante.

Todas estas iniciativas e projetos têm como preocupação comum o Ambiente, congratulo-me com esse facto e sinto que estes jovens contribuirão para que o nosso país seja mais empreendedor e ambientalmente sustentável.
De facto, a Braval, nas últimas duas décadas, alterou o para- digma dos lixos. Hoje, o resíduo é apetecível, pena é que haja alguns decisores que, ao verificarem os bons exemplos públicos, os forcem a encerrar a sua atividade devido ao aparecimento de players privados.
Ajude-nos, ajudando-se!

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