Correio do Minho

Braga, sábado

Dívida pública e desemprego

Os Novos Estatutos do Escutismo Católico Português

Ideias

2018-07-03 às 06h00

Paulo Monteiro

A dívida pública portuguesa voltou a atingir um máximo histórico, em Maio, segundo os dados tornados ontem públicos pelo Banco de Portugal. A dívida na óptica de Maastricht (calculada de acordo com a definição utilizada no Procedimento dos Défices Excessivos) atingiu os 250,3 mil milhões de euros. Isto significa um aumento de 0,3 mil milhões de euros, depois de Portugal ter pedido mais dinheiro emprestado no mês de Abril.

Este máximo da nossa dívida bateu o valor de 250.296 milhões de euros registado em Agosto de 2017.

É natural que enquanto existir défice no Orçamento de Estado, continuamos a pedir dinheiro emprestado e a nossa dívida aumenta. Aliás, sempre aconteceu depois do 25 de Abril de 1974 e as contas são fáceis de fazer: o Estado gasta mais do que aquilo que recebe. Isso vê-se no défice que, apesar de ter atingido níveis históricos, não deixa de ser de 0,9%, ou de 3% devido à capitalização da CGD. Qualquer dos números nos diz que gastamos mais do que recebemos... Nada muda. A matemática é clara e por isso há que pensar seriamente como dar a volta à história e começar a ter ‘superavit’ em vez de défice... É que a economia está a andar de forma positiva, mas nós somos os que menos crescemos na Europa e os que tivemos, mesmo assim, o segundo maior défice orçamental da União Europeia em 2017. Temos que mudar e urgentemente.

Valha-nos a boa notícia de ontem dada pelo Eurostat de que a taxa de desemprego homóloga, em Portugal desceu para 7,3%, a quarta maior quebra entre os estados-membros. Sejam, ao menos, empregos estáveis e bem remunerados que todos precisam para fazer crescer a economia... um pouco pelo lado do consumo!

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