Correio do Minho

Braga, terça-feira

Do PS da falência ao PS falido

Ser de Confiança

Ideias Políticas

2015-04-14 às 06h00

Francisco Mota

Portugal enfrentou nos últimos anos um dos maiores desafios da sua longa história, recuperar a soberania financeira e a credibilidade externa. Mergulhados no despesismo e na má gestão da coisa pública, fomos obrigados a recorrer à tão conhecida e penosa Troika. Depois de Inúmeros sacrifícios impostos aos Portugueses, de uma viragem na acção política, de um memorando que condicionou as opções e as famílias, a grande questão que fica é: estamos melhor ou pior?

Olhando para trás, surpreendentemente, já passaram 4 anos da fatídica noite de 6 de Abril de 2011 em que assistíamos em horário nobre informativo, ao então Primeiro Ministro José Sócrates, anunciar ao País mais uma bancarrota financeira. Portugal era assim confrontado pela terceira vez em menos de 40 anos, da sua tenra democracia, com a falência dos cofres públicos.

O País está falido, a novela voltava-se a repetir e somos forçados a pedir ajuda externa. Mas a maior coincidência desta noite é que volta a ser, também pela terceira vez, o Partido Socialista que negoceia, assina e anuncia o pedido de resgate e o memorando de entendimento que impôs as duras condições e sacrifícios ao povo português.

Por mais que o partido socialista tente iludir e desviar as atenções dos factos a história não engana e a verdade é que a 5 de Junho de 2011 os portugueses trocam de governo e de liderança, sabendo de ante mão que não podiam trocar de programa, pois esse era o programa de ajustamento e imposto pelas condições da troika. A coligação de direita PSD/CDS assume a responsabilidade de reformar o Estado e sobretudo de devolver aos Portugueses a esperança e a confiança no seu País e nas suas Instituições.

Quatro anos depois, a pergunta que muitos fazem repete-se, nas organizações, nas empresas, nas escolas, nas autarquias, nas famílias e certamente em cada um de nós: estamos melhor ou pior?
Por mais que a oposição e muito particularmente, António Costa, líder do PS e ex ministro do governo de Sócrates, tenha receio em assumir e quando o faz é a medo num acto de loucura de uma pouca qualquer seriedade política, considere justamente que o país está melhor a verdade é que no plano da acção política as condições do antes e do depois são bem diferentes para merecerem a mesma pergunta e muito menos a mesma resposta.

Como diriam os mestres da vida, “os tempos são outros e diferentes”: gerir, liderar e retirar dos escombros um País em bancarrota, descredibilizado, sem esperança e destruído é mais difícil do que conduzir um País até aqui. Se no primeiro caso, foi necessário empenho, disciplina, vontade e sacrifício para inverter esse ciclo, no segundo não só apenas bastou como bastará, se assim for o caso no futuro, a incompetência. Por isso, sempre defendi e a história é testemunha disso mesmo, o mundo não é uma herança dos nossos pais, mas um empréstimo dos nossos filhos, só assim poderemos trilhar um novo caminho, de responsabilidade, compromisso e de crescimento para Portugal.

Mas respondendo directamente à questão, estamos melhor ou pior? Não tenho nenhuma dúvida de que estamos melhor. Portugal recuperou a sua dignidade e soberania. Herdámos do PS uma economia em recessão, mas fomos capazes de superar com o empenho e sacrifício de Todos e, em 2015, o PIB nacional tem dos mais rápidos crescimentos da União Europeia: 2%. Herdámos do PS um défice brutal de 11,2%, mas fomos capazes de superar, reduzindo-o para 4,5% em 2014 e, em 2015, pela primeira vez desde a entrada no euro, ficará abaixo dos 3%.

A herança foi e é pesada, mas atitude e a perseverança valeram a pena pelo País, pelas futuras gerações, mas também para provar que foi o PS que nos levou à falência e que é o mesmo PS que se apresenta falido aos Portugueses.

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