Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Duas sondagens, um resultado

O mito do roubo de trabalho

Ideias Políticas

2013-06-04 às 06h00

Hugo Soares

Diz o povo, com a sua sabedoria secular, que candeia que vai à frente alumia duas vezes. A este propósito, na última semana, foram dadas à estampa duas sondagens que perspetivam o resultado eleitoral autárquico no concelho de Braga. Por um lado, pretendeu-se saber quais as características pessoais que os eleitores mais relevam na escolha dos candidatos. Aqui destacaram-se a seriedade, a transparência e a competência.

Hoje, mais do que nunca, os cidadãos não suportam os políticos do antigamente, que viviam da e apenas para a política e, à custa dela, engrossam o seu património sem que as remunerações no exercício de cargos públicos sejam compatíveis com tais ostentações. Não é, por isso, de estranhar que a honestidade e a verticalidade sejam as características mais decisivas na hora de escolher em quem confiar o voto.

Por outro lado, os ditos estudos de opinião perguntavam em quem votariam os bracarenses (as amostras eram elucidativas e, dizem os entendidos, suficientes para extrapolar resultados) se as eleições autárquicas fossem agora. E a resposta dos bracarenses foi elucidativa: com uma diferença maior ou menor, os cidadãos de Braga escolhem mudar. Uma mudança tranquila, fundamentada na competência e no saber fazer e com respaldo nos princípios da seriedade e da transparência. A verdade é que em qualquer uma das duas sondagens publicadas Ricardo Rio vence com margem a candidatura do PS. Foi, de resto, primeira página do ‘Jornal de Notícias’ do domingo último: Ricardo Rio venceria em Braga se as eleições fossem hoje.

Tenho ouvido muita gente comentar este resultado. E há muitas análises que consideram que é Vítor Sousa que perde as eleições por se ter aliado a Mesquita Machado em várias decisões. Aliás, há quem diga que o facto de ter usado o voto de qualidade para fazer aprovar a “negociata de família” que foi a expropriação dos terrenos envolventes à Casa das Convertidas foi a gota de água que levou muitos a acharem “que são farinha do mesmo saco”. Eu não concordo com esta análise.

Considero que o resultado das sondagens publicadas na semana passada demonstram bem como a competência, a seriedade e a convicção são sempre reconhecidas, ainda que seja preciso esperar. Há muitos fatores, em política, que determinam os resultados eleitorais: o populismo, a máquina de poder, as pressões e até algum clima de receio à mudança.

Ora, eu tenho para mim que em Braga, o Eng. Mesquita Machado ganhou sempre as eleições por duas ordens de razão: em primeiro lugar porque fez obra. Muita obra. Bem ou mal, a pagar pelas próximas gerações, mas Mesquita Machado deixa legado. Em segundo lugar pela forma como utilizou o poder, para através dele fazer crescer os seus apoiantes. Mas Mesquita Machado acabou.

E os bracarenses querem entrar num novo ciclo. Se assim é, Ricardo Rio é um rosto reconhecido, identificado com as principais caraterísticas que desejam para um Presidente de Câmara. Por isso o escolhem nas sondagens. Por isso, ao que tudo aponta, será o próximo Presidente da Câmara Municipal de Braga.
Até porque: candeia que vai à frente alumia duas vezes…

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