Correio do Minho

Braga, sábado

E agora ALFACOOP?

Mercado de Trabalho em Portugal, uma visão crítica

Ideias Políticas

2016-12-20 às 06h00

Francisco Mota

A Educação é a pedra basilar de uma qualquer sociedade desenvolvida. Investir na educação é garantir o futuro das novas gerações. A construção de um modelo educativo só é possível derrubando muros ideológicos, valorizando a meritocracia e apostando no esforço e na formação curricular, como fontes de mobilidade social. A protecção de uma educação pública e de qualidade não pode nem tem que ser exercida exclusivamente pelo Estado. A administração escolar, seja ela do estado, contrato de associação ou privada, prestam um serviço público de educação regulado pela tutela e que deve ser livremente escolhido pelas famílias portuguesas.

A nossa geração e as novas gerações não querem que se troque a exigência pelas facilidades, nem a capacidade de ultrapassar os desafios pelo laxismo. Acredito convictamente que os educandos devem combater e vencer as dificuldades na Escola para estarem melhores preparados para alcançarem o sucesso no mundo profissional. Derrubando o facilitismo que hipoteca o futuro, teremos que pautar por um ensino público exigente e de qualidade, que sem dúvida apenas beneficia as crianças e jovens Portugueses. A Juventude Portuguesa deve ser uma oposição frontal às utopias da esquerda falida e não ter medo de se colocar à prova no final de cada ciclo de ensino e olhar para os rankings como barómetros e desafios para a sua comunidade lectiva.

O ministério da educação introduziu no final do ano lectivo transato um despacho normativo que proíbe as escolas particulares e cooperativas com contrato de associação de aceitar alunos residentes fora da sua área de implantação. Significa isto que todos os jovens que não vivam perto de uma escola com contrato de associação perderam o direito de a escolher. Estas mesmas escolas que substituíram e substituem o Estado centralista na oferta educativa viram assim condicionada a sua acção e os seus projectos educativos.

Num ataque cerrado ao direito de escolha e de liberdade das famílias e dos jovens portugueses, o ministro limitou-se, como é hábito, a consultar os seus próprios preconceitos ideológicos e as reivindicações corporativas dos sindicatos, decidindo que o acesso a escolas com contrato de associação deve ser um privilégio dependente do código-postal, e não um direito de qualquer jovem. Chegamos ao final do primeiro período, do novo ano lectivo, e deparamo-nos com as escolas assegurarem a função do estado, garantindo turmas sem qualquer financiamento, através da subcarga horária do corpo docente e de toda a estrutura educativa. Neste contexto, podemos dizer que existem jovens portugueses a quem o estado não lhes financia em nada o seu percurso académico.

Em Braga, temos nestas condições a ALFACOOP - Externato Infante D. Henrique -, que após serem conhecidos os rankings das escolas, reforça o seu reconhecimento de excelência, qualidade de ensino e por projectos pedagógicos de enorme relevância para a sua comunidade educativa. A Alfacoop conquista o 3º lugar concelhio e o 5º no distrito no que confere ao ensino secundário, sendo apenas ultrapassada por escolas privadas. No que diz respeito ao nono ano, no plano concelhio assume o 11º lugar e o 38º lugar distrital num total de 98 escolas.

Este será o momento certo para questionar o PS e de toda a geringonça, se fará algum sentido continuar a condenar uma escola, que é ela também pública, com alunos, infraestruturas de qualidade e resultados de excelência.

Fica provado que apenas uma mente parca e mesquinha auxiliada por uma visão exclusivista, protecionista e limitadora do sistema de ensino pode consentir uma decisão discriminatória desta dimensão. Acredito seriamente num ensino personalista, em que as famílias e os alunos não podem ver a sua opção de escola condicionada por esta ser de gestão estatal, privada ou cooperativa. O financiamento estatal deve depender e defender as escolhas dos alunos e das famílias.

Fico na esperança, que o espírito natalício demova em 2017 o Sr ministro Mário Nogueira deste ataque ideológico e sem sentido à nossa escola.
Votos de um Santo e Feliz Natal e um ano de 2017 recheado de muitos sucessos. Até para o ano!

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