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E cá vamos nós...

A Árvore da Vida

E cá vamos nós...

Voz às Escolas

2022-09-25 às 06h00

Luisa Rodrigues Luisa Rodrigues

Estamos de regresso à Escola, um regresso marcado pelos sorrisos de quem transpõe os portões com direito a abraços e à turbulência própria do estado de liberdade que, pesem embora as regras indispensáveis ao funcionamento dos espaços, nunca soube tão bem.
Efetivamente, após dois anos de instabilidade, marcados por restrições só justificáveis em situações de emergência, como aquelas em que vivemos, podermos voltar à normalidade das nossas vidas, em contexto escolar, é motivo, só por si, para iniciarmos mais um ano letivo com outra disponibilidade para enfrentar e vencer desafios.
Os desafios que se colocam à Escola são de um nível de exigência só entendível por quem, diariamente, canaliza todas as energias para o cumprimento da mais importante missão do ser humano – ajudar a formar, ao nível do conhecimento científico e do desenvolvimento pessoal e social, a população mais jovem de uma sociedade que todos idealizamos se transforme, através da ação de cidadãos que serão confrontados com situações cada vez mais complexas, exigindo uma capacitação e qualificação mais eficazes.
Trata-se de uma tarefa hercúlea, ferida de sucesso sem a abertura da Escola ao estabelecimento de parcerias, perspetivando a melhoria dos recursos sem os quais, na atual conjuntura – uma Escola em transformação, não será possível dar resposta a um público alvo cada vez mais exigente, os nossos alunos.
Os nossos alunos que já não se reveem numa Escola com práticas do denominado ensino tradicional, em que os profissionais de educação são a única fonte para a difusão do conhecimento e da formação para uma cidadania ativa, participativa e responsável, ingredientes que alicerçam o seu futuro e, por inerência, o futuro da sociedade em que vivemos.
A Escola reinventa-se, diariamente, para estar à altura do desafio que condiciona o sucesso que persegue, adequando as suas práticas e introduzindo uma panóplia de atividades, sustentadas na necessidade de complementar e enriquecer um currículo em que os documentos não estão em conformidade com as dinâmicas da “reforma” que está em curso.
E se o vazio entre a inovação e o peso de um currículo que urge reorganizar e modernizar, facilitando uma melhor racionalização do trabalho dos professores e das escolas, constitui um dos grandes entraves ao desenvolvimento das aprendizagens e à implementação das práticas inovadoras que subscrevemos, a falta de resposta das entidades parceiras agudiza a situação, afetando, essencialmente, os alunos.
Quando falamos de entidades parceiras, não podemos esquecer-nos de que a família continua a ocupar o primeiro lugar no pódio, sendo, de forma inquestionável, a melhor aliada da Escola na prossecução dos objetivos que orientam a sua ação, a todos os níveis, sendo-lhe reconhecido o papel de interlocutor de primeira linha, na execução dos planos de ação para a recuperação, consolidação e desenvolvimento das aprendizagens dos alunos, perspetivando dirimir as lacunas resultantes da situação atípica em que o processo de ensino aprendizagem se desenvolveu.
Na verdade, e apesar dos resultados positivos obtidos pela esmagadora maioria dos alunos no final do ano letivo transato, os mesmos ainda apresentam dificuldades básicas, sendo enfatizada a imaturidade e a falta de autonomia, a falta de hábitos e métodos de estudo, a falta de sentido de responsabilidade e… a falta de acompanhamento e supervisão diária das tarefas escolares por parte de alguns encarregados de educação …
Estamos a iniciar um novo ano, em que foram alocados todos os recursos, e em que a Escola se apropriou de todas as medidas ao seu alcance para ajudar a colmatar as lacunas que subsistiram aos planos implementados nos últimos dois anos.
Precisamos dos parceiros de primeira linha, precisamos dos pais, precisamos que assumam a sua quota parte de responsabilidade, que estejam vigilantes e recetivos a um diálogo construtivo e profícuo, conscientes de que a nossa missão, enquanto Escola, pode ser melhor cumprida através do trabalho articulado e da partilha de soluções.
Cá vamos nós, outra vez, mas com renovadas energias para atingirmos as metas que definimos, certos de podermos contar com os nossos parceiros e, de um modo especial, com os de primeira linha.
Que seja um Excelente Ano Letivo.

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