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É fazendo que se aprende a fazer…

Reflexões abertas à sociedade portuguesa

É fazendo que se aprende a fazer…

Voz às Escolas

2019-02-06 às 06h00

Manuel Vitorino Manuel Vitorino

Acrítica habitual que é feita à escola, enquanto instituição, pode resumir-se ao seguinte: é uma escola do século XIX, com professores do século XX, para alunos do século XXI.
Perante as mutações sociais e tecnológicas em curso, pede-se à escola que prepare os jovens para a imprevisibilidade e mudança rápida e permanente, dotando-os de competências-chave em dez áreas de desenvolvimento.
Esta visão é tributária duma mudança de paradigma centrado exclusivamente no conhecimento para outros centrados no desenvolvimento de competências, entendidas como mobilizadoras não apenas de conhecimentos, mas também de capacidades e de atitudes. Competências essas, que são de natureza cognitiva e metacognitiva, social e emocional, física e prática.
Nada de novo, se considerarmos os pilares da educação para o século XXI, que a OCDE já preconizava há 30 anos: o saber, o saber-fazer, o saber-ser, o saber-estar.
Vem esta breve reflexão a propósito da necessidade de envolvermos as crianças e os jovens estudantes em processos de aprendizagens, que privilegiem, por exemplo, o ensino experimental das ciências.
A sigla inglesa, STEM, que traduzida para Português, significa Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, constitui uma abordagem educativa que pretende privilegiar estas áreas do conhecimento, entendidas como fundamentais para alavancar o progresso das sociedades.
Pretende-se promover metodologias ativas, com abordagens centradas no estudante, onde o aprender-fazendo abre novas possibilidades para cada criança/jo- vem realizar aprendizagens verdadeira- mente significativas, com impacto na apropriação de conceitos, técnicas, metodologias, e em última instância, no domínio relacional com os outros.
Neste início de 2019, o Departamento de Ciências Experimentais abriu os laboratórios da Escola Secundária de Monserrate às crianças dos Jardins de Infância do Agrupamento. Nesta iniciativa, coube aos alunos do ensino secundário receberem e acompanharem os pequenos visitantes na sua iniciação às atividades laboratoriais.
Com grande entusiasmo, os pequeninos realizaram várias experiências, acompanhados pelos jovens das turmas 10.º B e 12.º D, que se excederam no modo como acompanharam os pequenos cientistas. Foi uma oportunidade para aproveitar e estimular a curiosidade natural das crianças.
Nesta, como noutras iniciativas análogas, que realizamos ao longo do ano, convergimos para a máxima de Aristóteles: “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”.
*com Teresa Pinto Leite

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