Correio do Minho

Braga, segunda-feira

É Possível poupar no Ensino Superior Público

Como sonhar um negócio

Ideias Políticas

2011-09-30 às 06h00

Francisco Mota

O Estado do País faz-nos reflectir sobre que futuro realmente queremos para o Nosso Portugal. Em trinta anos de democracia é a terceira vez que o FMI entra cá, projectando o estado da nossa economia num panorama de descrédito e falência perante o exterior. É o momento de dizer Basta! O estado tem que emagrecer na sua despesa com uma melhor racionalização.

O ensino Superior é um dos sectores que tem de contribuir para esta racionalização, pois nem sempre o seu financiamento é bem aplicado, havendo ainda uma rede exagerada com 15 universidades e mais 22 Politécnicos. Com um conflito pedagógico entre as duas estruturas de ensino.

Portugal está numa situação extraordinária; e para situações extraordinárias exigem-se medidas extraordinárias. As dificuldades de hoje requerem então, que se compreendam as necessidades do tempo presente sem esquecer de projectar as consequências a médio e longo prazo para que assim se pense o Ensino Superior, não voltando a incorrer nos erros do passado.

A aposta na educação, nomeadamente no ensino superior tem que ser uma prioridade, porque muito mais que reforçar a informação e a formação cívica das pessoas, dá oportunidade de promover a sua autonomia social e potencializando a competitividade na nossa economia, criando uma rede de conhecimento, investimento, inovação e de desenvolvimento no nosso País. Desinvestir na Educação é sem dúvida hipotecar o Futuro de Portugal. Tendo de ser um investimento no rigor, no mérito, na competência e no trabalho, porque só com estes princípios é que se consegue combater o facilitismo e a crise que se vive.

A formação superior tem que ser repensada na base da qualidade e da especialização. É impensável manter percursos académicos sem qualidade, porque até o próprio mercado de trabalho é condicionado. Quanto à sua especialização, é necessário e com urgência repensar a rede, e passa certamente pela especialização das universidades e politécnicos.

Primeiro regional, de acordo com a região em que o estabelecimento se encontra inserido, potencializando ainda o próprio tecido empresarial e económico da região. Por outro lado, tem que haver um corte na duplicação de cursos em diferentes estabelecimentos, não se justificando o mesmo curso ser leccionado a menos de 200km de distância um do outro. A especialização dos estabelecimentos devia ser numa lógica territorial dando a oportunidade de acesso a pelo menosdois locais distintos, pela questão da mobilidade e por outro lado para promover a própria competitividade entre instituições.

O governo e bem terminou com o MCTES, e colocou estas áreas, de onde nunca deviam ter saído, no Ministério da Educação e Ciência, porque o ensino é contínuo e a formação tem que ser pensada como um percurso completo pautado pela exigência e rigor. Os momentos que atravessamos são de uma dificuldade bastante acrescida, e exige que todos os recursos disponíveis sejam bem aplicados, havendo sempre o ganho na eficiência. Não querendo dizer com isto que o ensino superior possa ser sujeito a mais cortes absurdos e monstruosos no seu funcionamento. Contudo o ensino superior tem que ser revisto sem tabus e sem medos e para esta mudança teremos que deixar de fora corporativismos, para que as reformas necessárias sejam executadas.

É possível vencer a crise e o ensino superior tem um papel importantíssimo e preponderante para a transformação de Portugal num País mais forte e mais rico. Mas muito mais quereformas é necessário, todos nós termos a predisposição da mudança, para fazer um País melhor.

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