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Educação para a Paz Global Sustentável (E=GPS)

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Educação para a Paz Global Sustentável (E=GPS)

Escreve quem sabe

2019-09-10 às 06h00

Cristina Palhares Cristina Palhares

“Paz, Justiça e as Instituições Fortes”, este o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas #16, que continua: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, fornecer acesso à justiça para todos e criar instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis”.
Paz… Paz. No livro “Psicologia Positiva: Educação, Saúde e Trabalho” de Caroline Tozzi Reppold & Leandro S. Almeida, o último capítulo “Felicidade para o bem comum: das intervenções em psicologia positiva à educação para a paz global sustentável”, de Luís Miguel Neto e Helena Águeda Marujo voltamos à mesma pequena palavra: Paz.

A Psicologia Positiva, já na sua 3ª vaga tão bem caracterizada pelos autores, afirma que “das muitas felicidades estudadas e das intervenções que desenvolveu espelham uma perspetiva redutora sobre o bem-estar dos seres humanos. Endeusam o self egocêntrico e a experiência intrapsíquica, em detrimento de uma ontologia relacional”. Quer isto então dizer que o nosso discurso tem que ser complementado sobre “a construção de comunidades participativas, caracterizadas pela reciprocidade, gratuidade e pelas formas pacíficas de comunhão, e sobre a sustentabilidade ambiental – todos os caminhos vitais para a felicidade do bem comum.”
Assim, dizem os autores, se há deficit de relações, “não nos podemos limitar a maximizar o benefício próprio e de curto prazo, tantas vezes sensorial e irrefletido. É excecional que fiquemos mais mindful, ou mais focados, ou mais generosos – porque ser bom traz felicidade ao próprio – mas essa ação tem que se ligar a outras dimensões da vida que nos envolve.

Precisamos pensar a ciência da Psicologia Positiva como instrumento que cultiva as virtudes cívicas e nos desinstala do atual conformismo apático e consumista, e nos ajuda a pensar mais longe e de forma mais crítica sobre as felicidades que almejamos e concretizamos – e a justiça social, libertação e inclusão que estamos, ou não, a alimentar”. Paz. Felicidade.
De todas as frases deste artigo, escolhi uma que poderia estar à porta de todas as escolas: “Os lugares mais felizes na terra não são os internos. Não são os geográficos. São os espaços entre nós.” (Chris Peterson em 2013, citado pelos autores) Paz. Felicidade. Espaços entre nós. Ficaria assim: Os lugares mais felizes na terra são os espaços entre nós. Trazem Felicidade e Paz. Continuando a leitura, e tentando fazer a ponte entre a Psicologia Positiva e a Paz Global, para que se cumpra o objetivo de desenvolvimento sustentável acima descrito, a Universidade de Lisboa lançou o projeto aprovado pela UNESCO “Educação para a Paz global sustentável” (E=GPS).
Este projeto pretende “refletir e co-construir soluções inovadoras no domínio da educação, e criar e acompanhar projetos comunitários na área que consideramos prioritária da educação para a Paz global, que inclui a sustentabilidade ecológica e os direitos humanos.”

O projeto destaca “a importância da prevenção e da promoção do bom, do belo e do ético, e reconhece os vínculos entre a sustentabilidade ambiental e a sustentação da Paz positiva. Será dada especial atenção ao apoio ao desenvolvimento profissional e formação dos professores de todos os níveis de ensino nos domínios da Paz e da cidadania globais; aos direitos humanos; à promoção de pedagogias e práticas colaborativas inovadoras para alcançar culturas de Paz e bem-estar.” Felicidade. Paz.
Paz sustentável.
Vamos estar atentos nas nossas escolas e durante este ano letivo as crónicas mensais serão dedicadas a esta temática.
Está assim a nascer uma nova disciplina: esta Cátedra que integra a educação para a paz e a educação para a sustentabilidade. PAZ GLOBAL, nos locais mais bonitos do nosso planeta: os espaços entre nós.

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