Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Efeitos da violência doméstica nas crianças

‘Tu decides’ e o AE Maximinos move-se pela cidadania

Escreve quem sabe

2012-01-29 às 06h00

Joana Silva

Todos procuram a felicidade ao longo da sua existência. Há quem a encontre nas coisas simples da vida, outros através de bens materiais, outros através do amor. O amor compreende, afecto, respeito, amizade, etc... todavia, aquele que era tido como “o sonho torna-se num pesadelo” quando, por exemplo, se é vítima de violência doméstica.

As estatísticas referem que as vitimas são sobretudo mulheres, no entanto, está-se a verificar que o número de homens também vitimas de violência doméstica está a aumentar. A violência exercida para com a vítima pode ser física, psicológica, económica e sexual e tende a aumentar na agressividade com o decorrer do tempo.

De reparar que a violência que não é meramente vivida por duas pessoas, agressor e vitima mas sim também pelos filhos destes.

No caso da violência física, as crianças assistem ou visualizam bofetadas, socos e pontapés entre os pais, algumas sentem-se impotentes perante a situação, outras sobretudo pré adolescentes, tentam proteger e defender a vítima e acabam, por vezes, também por serem agredidas.

A violência não se resume ao físico, porque a violência psicológica também “doí” na condição emocional. Isto significa que quando o agressor pretende exercer violência psicológica por norma recorre a injúrias e expressões ofensivas dirigidas à vitima, desde rotula-la com comportamentos que a ofendem ou até compara-la, de forma pejorativa, com outras pessoas nas mais diversas dimensões desde a aparência física, a aptidão profissional, a forma de estar na sociedade, a cultura geral. Usualmente também ameaça a vitima ao verbalizar que desaparecer com os filhos destes ou então adopta comportamentos violentos que envolve a destruição de móveis, louças, alimentos, géneros alimentícios. Estas atitudes ou comportamentos tem como objectivo amedrontar a vítima e “mostrar quem manda”.

Se para adulto é difícil suportar esta situação para uma criança é bem pior e a vivência destes momentos negativos acarretam consequências futuras igualmente negativas. Estas apresentam posteriormente comportamentos problemáticos como por exemplo, desenvolvem baixa auto - estima, tornam-se ansiosas e desenvolvem medos (reacção negativa a vozes altas).

Em situações mais graves, pode surgir a regressão de um estado de desenvolvimento antecedente, mais concretamente, sugar o dedo, urinar na cama, ter problemas alimentares, como a perda de apetite assim como, pode desenvolver dificuldades na fala como a gaguez. Os estudos indicam também que este problema da violência se relaciona com o stress das crianças quando verbalizam que “doí a barriga ou a cabeça”.

Em contexto escolar, o rendimento por norma baixa devido a dificuldades de concentração. No que respeita às competências interpessoais estas crianças tornam-se mais reservadas e introvertidas ou por outro lado tem comportamentos agressivos para com os colegas da escola. É importante proteger as crianças deste problema. Assim não pode ou não deve haver silêncio por parte das vítimas ( seja pai ou mãe da criança) que são maltratadas, os agressores devem ser denunciados, porque a violência doméstica é crime e não deve ficar impune!

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