Correio do Minho

Braga, terça-feira

Eficiência energética

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Escreve quem sabe

2011-12-10 às 06h00

Fernando Viana

Estamos numa nova era. Ainda não sabemos bem quais são as novas regras, mas os referenciais de segurança que nos orientavam estão todos a ser postos em causa: Euro, Europa, Estado Social, Emprego, são neste momento palavras com um significado incerto. Neste contexto, o que podemos fazer? O que está dentro das nossas possibilidades? Não há muitas respostas, mas uma passa certamente por poupar, isto é, não consumir hoje aquilo que amanhã nos poderá fazer falta.

Aliás, é por aqui que passa uma parte da resposta económica, à efectiva diminuição do rendimento disponível dos consumidores, por via do aumento dos impostos, das taxas moderadoras dos serviços públicos e do preço dos bens e serviços. Com uma atitude proactiva será possível em muitos casos, por via das melhores práticas de poupança, manter no essencial a qualidade de vida. Claro que vai dar muito mais trabalho, mas não há bela sem senão…

Poupar desde logo nos consumos energéticos em casa. Não é difícil e ao fim do mês sempre serão mais uns euros postos de parte. Por outro lado, estaremos a dar um forte contributo para um desenvolvimento mais sustentável, uma vez que a maior parte da energia consumida provém de fontes não renováveis (combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo ou o gás natural, nomeadamente), para além do impacto negativo sobre o meio ambiente por via das emissões de gases poluentes.

Em termos eléctricos, uma habitação consome em média cerca de 4000 Kwh por ano. De um modo global, o consumo energético dos edifícios representa perto de 1/3 do consumo total de electricidade.
Sabe quais são (em termos médios) em sua casa os principais responsáveis pelo consumo de energia? O frigorífico/combinado representa 22% do consumo, o congelador 10%, o aquecimento ambiental representa 15%, a iluminação 12% e os audiovisuais 9%.

Curiosamente, no total, a máquina de lavar loiça apenas responde por 3% do consumo, o ar condicionado 2% e o forno 1%.
Principiemos por falar nos electrodomésticos de linha branca (frigoríficos, máquinas de lavar, etc.), nos fornos eléctricos, no ar condicionado e nas fontes de iluminação, que são equipamentos de uso comum nas habitações. Adquirir equipamentos energeticamente eficientes é fácil graças à etiqueta energética. A afixação da etiqueta energética é obrigatória em toda a União Europeia para equipamentos que acabamos de referir.

A etiqueta energética permite ao consumidor conhecer de forma rápida a eficiência energética de um equipamento. As etiquetas têm uma parte comum que faz referência à marca, denominação do aparelho e classe de eficiência energética. Têm uma outra parte, que varia consoante o electrodoméstico, que apresenta outras características, segundo a sua funcionalidade.

Por exemplo, a capacidade de congelamento para frigoríficos ou o consumo de água para máquinas de lavar roupa. Existem 7 classes de eficiência, identificadas por um código de cores e letras que vão desde o verde para a letra A, no caso dos equipamentos mais eficientes, até ao vermelho para a letra G, no caso dos equipamentos menos eficientes. A etiqueta energética é regulada a nível europeu por diversas Directivas Europeias.

É fundamental saber que o consumo de energia, para desempenhos idênticos, pode che-gar a ser quase três vezes supe-rior nos electrodomésticos da classe G, quando comparados com os da classe A. Se a isto, juntarmos o facto de que a maior parte dos equipamentos (com excepção das fontes de luz) têm uma vida útil que supera os 10 anos, podemos ter uma poupança energética de 780€.

Por isso, na hora da compra, há que ter em atenção o consumo energético e escolher, preferencialmente, os de classe A, pois são energeticamente mais eficientes. É muito importante escolher um electrodoméstico adaptado às nossas necessidades. Não basta que seja eficiente, mas também que tenha o tamanho e desempenho ajustado ao que precisamos. Por exemplo, um frigorífico de classe A de 300 litros de capacidade pode gastar mais electricidade do que um de 100 litros de classe G.

Nas próximas crónicas continuaremos a abordar este tema, começando já na próxima pelos electrodomésticos da linha branca. (Fonte: Guia da Eficiência Energética).

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