Correio do Minho

Braga, terça-feira

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Eleições Europeias e a Abstenção

As Sete Fontes e o Hospital

Ideias Políticas

2024-05-15 às 06h00

Ana Margarida Gonçalves Ana Margarida Gonçalves

Na passada quinta-feira celebrou-se o Dia da Europa. Este assinala a assinatura da Declaração de Schumann em 1950 que nos deu o mote para uma União Europeia, ao qual, Portugal aderiu a 1 de janeiro de 1986, que promove a união, a paz e a cooperação entre diferentes nações em prol de um bem comum. Este ano esta data ganha um relevo especial devido às eleições europeias.
Estas realizar-se-ão no dia 9 de junho e são aquelas que apresentam maior abstenção. Em 2019, data das últimas eleições europeias, cerca de 70% dos portugueses não se dirigiram às urnas, tendo Portugal registado a taxa de abstenção mais alta de sempre, contrariando a tendência europeia.
A abstenção sempre foi um dos grandes problemas no nosso país, no entanto, as eleições legislativas deste ano foram as que trouxeram o maior número de portugueses, cerca de 66,2% dos portugueses foram às urnas um valor histórico e comparável à das eleições legislativas de outubro de 1995.
Este mandato da Europa iniciou-se com a saída do Reino Unido da União Europeia e, posteriormente, com a guerra na Ucrânia e com a pandemia COVID-19. Foram estes alguns dos desafios encontrados ao longo dos últimos cinco anos. Devido à situação geopolítica que nos encontramos estas eleições relevam a sua importância no jogo político europeu.
Mais de 372 milhões de cidadãos dos 27 estados-membros da União Europeia irão ter nas suas mãos o rumo político da Europa com a escolha dos 720 eurodeputados, sendo 21 deles portugueses que tomarão conscientemente decisões acerca do futuro da Europa, uma vez que é muito difícil confrontarmo-nos com alguma questão política sem haver uma decisão do Parlamento Europeu atrás.
Com a proximidade das eleições europeias devemos refletir a importância das mesmas pois estas definem o futuro da Europa. Temos visto o crescimento de forças políticas antieuropeias que desafiam toda a Europa gerando um clima de insegurança cultural, culminando numa Europa fragmentada e nacionalista. Não podemos dar voz aqueles que nunca acreditaram no sonho europeu. Os portugueses querem uma Europa coesa capaz de tomar conscientemente decisões.
Os novos desafios que a europa enfrenta pede novas caras com novas ideias capazes de responder aos problemas desta década. É com isso em mente que a Aliança Democrática apresenta ideias inovadoras para aperfeiçoar o projeto europeu que todos os democratas aprenderam a respeitar. Os jovens foram os principais impulsionadores das últimas eleições europeias e não deixarão que forças eurocéticas decidam o nosso futuro em Bruxelas pois acreditam no projeto com todas as suas reconhecidas imperfeições.
O CDS-PP apresenta-se a estas eleições integrando a coligação da Aliança Democrática e deixa a sua marca, desde logo, através da sua candidata Ana Miguel Pedro mostrando que acredita nos jovens e que são eles os principais defensores de uma europa coesa.
Para o nosso país a importância do voto nestas eleições vai para além de uma simples participação democrática, pois esta desempenha um papel fundamental na definição de Portugal numa Europa que tem pela frente transformações importantes e no reforço do nosso compromisso com a integração europeia.

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