Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Eles não são a solução, foram o problema

‘O que a Europa faz por si’

Ideias Políticas

2012-05-22 às 06h00

Francisco Mota

Nos últimos tempos temo-nos deparado com uma atitude imaculada por parte dos candidatos do Partido Socialista de Braga, querendo fazer acreditar os Bracarenses de que são alheios a qualquer responsabilidade na gestão desastrosa e danosa de que a cidade e o concelho têm sido alvo. Esta ideia que querem fazer parecer, ainda é reforçada com um discurso de alternativa, como se nunca tivessem exercido qualquer cargo no governo municipal e por lado procurando-se desviar das prioridades do edil Engº. Mesquita Machado.

É de estranhar, que o Partido Socialista se preocupe com áreas da sustentabilidade municipal aos mais diversos níveis, quando foi este mesmo PS, por opção, que assumiu um rumo em sentido contrário do que deveria ter sido tomado. Estes dirigentes partidários não se podem esquecer do encargo que carregam dos anos de gerência de Mesquita Machado.

A falta de solidariedade geracional é inquestionável, hipotecando assim o futuro das próximas gerações à custa de obras megalómanas e eleitoralistas como foi a construção dos campos de futebol sintéticos, o estádio Municipal, a Piscina olímpica que está dada ao abandono, o retalhar que tem sido a dita regeneração urbana ou a privatização dos parquímetros municipais. No fundo uma gestão que nunca se preocupou construir no presente preparando o futuro, mas sim dando apenas respostas de circunstância, em que grande parte das vezes se traduzia em períodos próximos de eleições.

Assumem a cultura e o associativismo como expoente máximo de identificação e projecção da cidade no exterior, mas é este mesmo executivo que vê a CEC a ser atribuída a Guimarães, que perde a inovação e a sinergia necessária para reinventar o posicionamento da cultura em Braga, que não conjuga o associativismo e a iniciativa com a reabilitação da cidade como pólo dinamizador, que não aproxima o poder decisório municipal das associações de uma forma transparente e igualitária.

Aparecem como solucionadores dos problemas sociais e do desemprego no futuro, e quando os Bracarenses mais precisam, que é agora, não assumem as prioridades do seu mandato como sendo as pessoas, colocando os impostos municipais no máximo prejudicando famílias e empresas, não incentivando a economia local assistem de bancada ao desertificar do centro da cidade de pessoas e comércio, não assumem nem lideram a rede social como resposta directa aos problemas socioeconómicos dos munícipes mais carenciados, não auxiliam as famílias com a entrega dos livros gratuitamente a todos as crianças do primeiro ciclo e não apoiam o surgimento das cantinas sociais das IPSS.

Invocam o crescimento sustentável da cidade respeitando a História, quando foram eles mesmos, que alimentaram uma construção desmedida e sem planeamento, sem que conjugassem o ambiente e o desenvolvimento. É assinalável que nunca houve um respeito pela história de Braga, onde o betão sempre se sobrepôs a preservação e o património nunca foi protegido, havendo muitos maus exemplos como as Sete Fontes ou a Casa da Orge.

Defendem o empreendedorismo e a Juventude, quando durante anos a fio viveram de costas voltadas para o conhecimento, a inovação e a visão que era a Universidade do Minho. Criaram barreiras, que não possibilitaram o desenvolvimento da Capital do Minho de mãos dadas com a tecnologia e a internacionalização.
O futuro para Braga avizinha-se negro, a herança da gestão socialista é demasiado pesada para a nossa geração.
Eles não são a solução, foram o problema.

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