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Ideias Políticas

2013-04-23 às 06h00

Hugo Soares

Começa a cheirar a eleições autárquicas. Com os candidatos no terreno, a campanha está a aquecer. Só falta o BE, mas como normalmente a expressão eleitoral é residual ou inócua, podemos já analisar o que está a acontecer.

Vítor Sousa pretende ser uma cópia do PS de Mesquita, faz lembrar 'o Maduro de Hugo Chavez'. Uma espécie de Mesquita Machado a preto e branco. Utiliza-se o poder para fazer campanha, diz-se mal das opções do passado, mas que foram validadas pelo próprio (vide piscina Olímpica), promete-se mundos e fundos e, no final do dia, temos o mesmo; o mesmo para pior; o mesmo sem a perspicácia e a sagacidade de Mesquita Machado; teríamos o mesmo, mas ainda mais cinzento.

Sejamos ainda mais claros: Vítor Sousa passou os últimos vinte anos da sua vida exercendo funções públicas. Ora na Câmara Municipal, ora nas empresas públicas. Pergunta-se: o que fez de concreto para deixar a sua marca (positiva, claro está!) além de validar as opções que fizeram de Braga a cidade betão, da falta de cultura, da falta de espaços verdes, dos maus tratos às Sete-Fontes e a todo património, do regabofe das piscinas olímpicas e dos campos sintéticos. Este é o legado de Vítor Sousa; e é com ele que parte para as eleições.

Agora, Carlos Almeida. Um jovem a quem se augura um promissor futuro político, mas a quem não se conhece uma ideia a não ser dizer mal de tudo o que os outros fazem, ao velho estilo do PCP ortodoxo. Além disso, conhece-se aquilo que é a especulação sobre tudo o que os outros farão, no velho estilo caciqueiro que 'cuidado ou eles vão fazer mal aos trabalhadores'.

Esperemos que arrepie caminho ou então não acredito que os Bracarenses lhe confiem o voto. Uma nota que atesta bem a forma como o PCP está nesta corrida: há dias, Carlos Almeida fez um duro ataque à opção do absurdo dos oito milhões de euros gastos no monte de cimento chamada piscina olímpica. É bom recordar todos os eleitores que a última vez que o PCP teve um vereador (que, de resto, tinha poderes executivos!) votou favoravelmente o orçamento e o plano de atividades Municipal, na Câmara e na Assembleia, onde constava a dita piscina. Ora, quanto à coerência e à forma de fazer política estamos conversados.

Por último, Ricardo Rio. Igual a si próprio, o candidato da Coligação Juntos por Braga assume as suas prioridades. Criação de emprego através de políticas de fiscalidade atractivas e captação de investimento, requalificação do centro histórico, apoio social de proximidade (sem discriminação), rigor e transparência na gestão e forte aposta na valorização do ambiente e do património.

Bem sei que o eleitor me considerará suspeito, mas afirmo com convicção que Ricardo Rio é o homem que Braga merece e precisa: percurso fora da política, dinamismo, seriedade e competência. Uma palavra final para Mesquita Machado: onde anda o nosso Presidente? Não vai às Assembleias Municipais, em tudo que é cerimónia pública aparece o Vice-Presidente, não se conhece uma obra, um desígnio, uma estratégia. Não foi isto que disseram aos Bracarenses na campanha autárquica de 2009; não é isto que Braga merece. É caso para dizer: se não quer ser Presidente da Câmara Municipal, se já desistiu, então mais vale dedicar-se em exclusivo à sueca!

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