Correio do Minho

Braga, sábado

Em defesa do Património

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Ideias Políticas

2013-12-10 às 06h00

Francisco Mota

Nas últimas semanas tenho sentido nas ruas da nossa cidade uma satisfação enorme pela actuação do executivo municipal. A simplicidade, a humildade a aproximação aos cidadãos e instituições da nossa terra bem como a comunicação têm sido o grande trunfo de Ricardo Rio e da sua equipa na conquista dos Bracarenses.

Contudo, existem aqueles que deixam sempre pairar a desconfiança e a incerteza, com o argumento de que tudo isto “é fogo de vista” e que mais cedo ou mais tarde tudo voltará a ser o que era. Pois desenganem-se estes e todos os que possam pensar como eles, esta foi a linha de actuação que os bracarenses escolheram e que será respeitada e cumprida em cada dia do mandato até ao fim.

Mas se ainda alguma dúvida houvesse, ainda ontem, tivemos a oportunidade de assistir a mais um momento histórico para Braga com a suspensão parcial do PDM do concelho relativo à zona das Sete Fontes e consequentes medidas preventivas para protecção e salvaguarda do Sistema de Abastecimento de Águas das Sete Fontes, acautelando o ordenamento urbanístico nesta área.

Finalmente existe um poder político nesta cidade que se preocupe e que seja consequente para com o património. Não bastava enunciar preocupações ou defender posições contrárias em ano de eleições. Hoje podemos dizer que o legado dos nossos antepassados foi salvaguardado e que durante anos se perderam oportunidades de ouro na valorização do património enquanto marca e sinónimo de mais-valia na economia da nossa região.

Deveremos olhar para esta atitude proactiva de valorização do Património como uma oportunidade de salvaguarda e preservação da instalação arqueológica das sete fontes, mas também o potenciamento de um espaço que deve ser testemunho de um ambiente autóctone, biológico e geomorfológico do território onde está instalada a cidade de Braga.

Ainda assim temos que estar conscientes que até à concretização do Eco Parque no Complexo Hidráulico das Sete Fontes existe um longo caminho a percorrer, tal como foi até hoje, para que não se tivesse destruído um dos maiores e significativos ex-líbris da nossa cidade em prol da especulação imobiliária e dos interesses instalados.

Muitos foram aqueles que contribuíram para a defesa das Sete Fontes e do património lá existente, mas permitam-me que reconheça no Professor Miguel Bandeira como o académico e o historiador de primeira linha, no Firmino Marques o autarca que sempre lutou contra o poder instalado nunca desistindo desta causa, no Ricardo Silva como o arqueológo apaixonado que graças à sua juventude arrastou e consciencializou multidões na defesa das sete fonte e por fim ao nosso Deputado Altino Bessa que apresentou o projecto de resolução para que as Sete Fontes fossem classificadas como Património Nacional.

Por fim resta-me dizer que... Agora tudo e todos na concretização do Eco Parque no Complexo Hidráulico das Sete Fontes.

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