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Em democracia há sempre alternativa

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Ideias Políticas

2015-12-08 às 06h00

Pedro Sousa

Portugal. O chumbo recente da moção de rejeição apresentada pelo PSD e pelo CDS deu o mote, em definitivo, para o novo quadro parlamentar.
Um quadro onde, pela primeira vez na história, um Governo liderado pelo Partido Socialista se encontra suportado por toda a esquerda parlamentar.
Este Governo, plenamente legítimo no quadro constitucional, suscitou, por quebra daquilo a que chamaram de tradição política, fortes críticas da direita parlamentar, acusando-o de ilegitimidade e oportunismo.

Esta questão não passa, na verdade, de um ‘fait divers’ suportado pela até aqui bem oleada máquina de propaganda alinhada com o PSD e com o CSD que tudo fizeram para descredibilizar o caminho liderado pelo PS, defendendo, até à exaustâo a teoria da não alternativa à austeridade desmedida e insensível que, sem apelo nem agravo, impuseram ao País nos últimos quatro anos.
A verdade, e talvez o maior triunfo da actual solução de governo liderada pelo PS, passa pela afirmação, cabal e inequívoca, de que em Democracia, o regime por excelência da liberdade, há sempre alternativas e que os verdadeiros democratas nunca, jamais, permitirão o triunfo da não alternativa e do pensamento único.

A verdade é que caminho, dados os constrangimentos orçamentais e financeiros do País, será sempre estreito e difícil pelo que o PS e os restantes partidos que suportam o actual Governo terão, inevitavelmente e de forma a honrarem os compromissos assumidos com os nossos parceiros internacionais, de observar uma acção política que, ao mesmo tempo, seja capaz de tomar decisões que melhorem a vida dos portugueses, principalmente a dos mais fracos e necessitados, sem que, com isso, se ponha em causa o caminho de rigor que a situação do País exige.

Reconhecendo a dificuldade da tarefa, cumpre enaltecer a coragem de quem assume que a política é e terá, sempre, de ser o espaço da esperança e de fazer mais e melhor.
É, aqui, que reside o cerne da questão. A capacidade de, sem sacrificar o equilíbrio das contas públicas (que ninguém perdoaria), devolver aos Portugueses a esperança num País mais justo, mais solidário e marcado por uma governação fortemente marcada por uma marca de inspiração humanista.

No actual recorte governativo e parlamentar impõe-se ao PS mas, também, à CDU e ao BE a responsabilidade acrescida de garantir, sem subterfúgios, sem jogos e sem manobras tantas vezes, infelizmente, comuns na política a estabilidade do País. Estabilidade financeira, orçamental mas, também, estabilidade política.

A questão da estabilidade nestas dimensões pode muito bem ser, e no meu entender, será a pedra de toque da credibilidade e da confiabilidade que os Portugueses atribuirão ao novo governo e à nova maioria parlamentar.

Aberta que está a janela da esperança e do triunfo das pessoas e da política sobre os números, os gráficos e o “economês” da direita, impõe-se, agora mais do que nunca, que o PS confirme o escancarar das portas de um País marcado por uma agenda política mais solidária, mais justa e com maior sensibilidade social.

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