Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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Embalagens de produtos fitofarmacêuticos

Cimeira da Acção Climática: “ainda não é tarde”...

Escreve quem sabe

2010-04-30 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

Os efeitos perversos dos produtos fitofarmacêuticos (pesticidas, insecticidas, herbicidas, fungicidas) são um tema recorrente quando se fala de saúde pública, alimentação, poluição do solo, poluição da água ou da perda de biodiversidade. Ainda que métodos com menor impacto estejam em progressiva aplicação, o facto é que estes produtos ainda continuam a ser muito utilizados.

Para além dos riscos associados ao seu manuseamento e utilização, o destino que damos às embalagens que contiveram estes produtos (que são consideradas um resíduo perigoso) também é muito importante, no sentido de não colocar em risco o ambiente e a saúde de quem lida com os resíduos. Para tentar resolver este problema surgiu o sistema Valorfito que procura promover a recolha das embalagens destes produtos.

O sistema é relativamente simples, mas como as campanhas de recolha ocorrem, normalmente, em duas épocas distintas ao longo do ano (Maio e Outubro), é necessário armazenar as embalagens até que chegue o novo período de entrega nos centros de recepção. Assim:
- Os agricultores/utilizadores finais devem levantar sacos adequados à recolha nos pontos de venda ou centros de recepção, aquando da aquisição dos produtos fitofarmacêuticos.

- Vão fazendo o armazenamento temporário dos resíduos de embalagens nas explorações agrícolas, usando os sacos fornecidos, devendo guardá-los nos mesmos locais onde armazenam os produtos originais.
- Esses sacos devem ser entregues nos centros de recepção durante os períodos de recolha.
- A pedido do agricultor/utilizador final, o centro de recepção facultar-lhe-á um comprovativo de entrega.

Para além dos cuidados que devemos ter no seu manuseamento e no respeito pelas doses recomendadas, e de podermos e devermos recorrer a outros meios que coloquem menos riscos para a saúde e para o ambiente, quando temos mesmo que comprar estes produtos o ideal é aproveitar muito bem todo o conteúdo das embalagens, até porque uma embalagem não limpa/lavada pode conter até 5% de produto. Estes procedimentos, dada a perigosidade dos produtos, são determinados em função do tipo de produto, do tipo de material da embalagem e do seu tamanho ou capacidade (consulte www.valorfito.com).

É muito importante garantir que as embalagens de produtos fitofarmacêuticos vazias não são abandonadas em terrenos de cultura ou incultos, em rios, ribeiros ou valas e em contentores de resíduos urbanos. Estas embalagens nunca devem ser queimadas nem reutilizadas, pois podem conter resíduos do produto.

Procure informar-se sobre formas de combater pragas que não envolvam o uso deste tipo de produtos. Poderá contactar associações ligadas à agricultura biológica, pois estas possuem conhecimentos aprofundados sobre como podemos ter produtos agrícolas e jardins mais ecológicos e saudáveis. Esteja atento aos Cursos de Agricultura Biológica ministrados pela Quercus na Primavera e Outono… haverá um a começar em Setembro!

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