Correio do Minho

Braga,

Emprego jovem: Verdadeiro Impulso exige-se!

Como sonhar um negócio

Ideias Políticas

2013-02-26 às 06h00

Hugo Soares

A chaga social em que se transformou o desemprego jovem atinge hoje mais de 164 mil famílias. Não haverá quem não tenha na sua família, no seu círculo de amigos, ou quem não conheça um jovem desempregado. Estes números são o espelho da construção de um Portugal que falhou. Um País que não corresponde aos anseios da sua juventude, um País que não representa uma oportunidade para uma das gerações mais preparadas de sempre é necessariamente um Pais que falhou.

Se a busca de soluções a todos deve mobilizar, também o apontar das causas do que até aqui nos trouxe não deve padecer de demagogias. É, por isso, determinante deixar claro que o desemprego jovem vem subindo gradualmente nos últimos dez anos, salvo ligeiras oscilações, pese embora as políticas de investimento público (investimento não reprodutivo, sem qualquer critério e que levou o País a níveis de endividamento sem par). Deste modo, factual, fica claro que a forma como a nossa economia estava estruturada não era capaz de criar emprego, não obstante a aposta nas conhecidas políticas keynesianas (que de Keynes nada tinham, a não ser o nome).

Dito isto, e sem explorar aqui todas as causas deste flagelo (a falta de aparelho produtivo industrial, a fraca e desajustada aposta na formação profissional, um sistema de ensino superior que não corresponde às necessidades do mercado e a maioria das vezes desfasado da realidade, etc), importa agora encontrar soluções.

É, sem tibiezas, que afirmo que o combate ao desemprego jovem é um imperativo geracional, um combate, que deve ser de todos, e sem tréguas. Não é património de qualquer força partidária que entende explorar este flagelo transformando-o em oportunidades eleitoralistas.

O Governo de Portugal criou um conjunto de programas, designadamente o Impulso Jovem, promovendo medidas ativas de emprego. Não chega. A verdade é que está demonstrado que este programa - bem desenhado e com excelentes oportunidades - não tem resultado sobretudo por falta de conhecimentos dos agentes económicos e das empresas; e até dos próprios interessados.

Pese embora as altamente positivas alterações recentemente conhecidas, urge uma aposta forte na sua divulgação junto dos seus potenciais destinatários. Mas há que dizê-lo também: o modo de funcionamento dos Institutos de Emprego deve sofrer uma gigante transformação. É preciso mudar o ‘chip’ e colocar os Institutos de Emprego como agentes da procura de emprego, ao encontro dos empresários, funcionando como - desculpem a expressão - verdadeiros comerciais de venda de CVs e de competências.

Por outro lado, a resposta Europeia tem que ser efetiva. Quer do ponto de vista dos recursos, quer do ponto de vista dos meios.
Não há solução para o desemprego que não passe por uma maior integração europeia e pela adoção de práticas comuns, como por exemplo o sistema dual.

Uma palavra final para os jovens portugueses: todos juntos vamos construir um Pais mais justo e com mais oportunidades. Um Pais que corrija os desequilíbrios dos últimos vinte anos: onde o conformismo impede o arrojo; onde a passividade é obstáculo à inovação.
Vamos Cumprir Portugal, saindo da zona de Conforto e olhando a Europa e o Mundo.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

27 Novembro 2018

25 Novembro sempre!

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.