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Enfrentar o confinamento das Bibliotecas

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Enfrentar o confinamento das Bibliotecas

Voz às Bibliotecas

2020-09-10 às 06h00

Carla Araújo Carla Araújo

Aproveitando o regresso de mais um ciclo da rúbrica “Voz às Bibliotecas”, gostaria de partilhar nesta minha crónica alguns aspetos de um artigo publicado no periódico espanhol “La Vanguardia”, no passado dia 5 de setembro, da autoria de Ana Ordás, Bibliotecária e especialista em Comunicação Digital e Desenvolvimento Profissional de Bibliotecários; Carme Fenoll, Bibliotecária e Chefe de Gabinete do Reitor da Universitat Politècnica de Catalunya, e Irene Blanco, Bibliotecária e Consultora de Marketing Digital. O artigo intitula-se “Bibliotecas em quarentena” e elenca quarenta ideias para enfrentar o confinamento das bibliotecas e continuar a assumi-las como serviços-chave para as comunidades. No seu conjunto, as quarenta ideias pretendem sugerir-se como propostas de boas práticas para dar continuidade à necessária missão das bibliotecas públicas em tempos de COVID19. Como escrevem as autoras logo no início do artigo, “Quase seis meses se passaram desde o estado de alarme daquele 12 de março em que as bibliotecas físicas foram fechadas e para as quais ninguém estava preparado.

Agora que nos movemos entre confinamentos e reaberturas, olhamos para a situação com receio e percebemos que as bibliotecas precisam de se adaptar a este cenário para continuar sendo essenciais para a comunidade. Aqui estão 40 ideias para dar continuidade à missão das bibliotecas públicas que devem ser consolidadas em rede, lideradas por gestores e comunicadas a todos os usuários da biblioteca.” Ora, de todas as quarenta ideias (que seria impossível transpor para esta crónica, mas que aconselho a leitura integral) transcrevo aqui três delas que me despertaram especial atenção pela sua clarividência e exequibilidade. Assim, e logo a abrir, a ideia de que “A biblioteca não é um campo minado. Vamos definir um protocolo de segurança ideal para usuários e funcionários, sem regras desnecessárias. Vamos cuidar da sinalização e comunicação para não alarmar excessivamente.” Em sequência, a ideia de uma “Transformação digital de bibliotecas. Todas as ações devem ter lugar em um portal da web atualizado, ágil, acessível e recuperável”.

Por outro lado, ainda, a ideia de que as “Bibliotecas não fecham serviços. Crie uma estratégia para alcançar os tomadores de decisão e transmitir o que é a biblioteca e quais são as nossas necessidades. Apresentar a biblioteca como garantia da democracia.” Socorrendo-me da ideia de que o contexto determina o ecossistema, e como de resto as autoras bem mencionam neste artigo, as bibliotecas precisam de se adaptar a este cenário para continuarem a ser essenciais para as comunidades que servem. Em resumo, penso que devemos olhar para estas 40 ideias como contributos e reflexões importantes para as próximas pandemias, quarentenas e, acima de tudo, para a vida cotidiana também.

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