Correio do Minho

Braga, terça-feira

Entre o despautério e a incompetência

Repensar a Lógica do Livro de Instruções

Ideias Políticas

2013-03-12 às 06h00

Hugo Soares

A Câmara Municipal de Braga tomou, nas últimas semanas, duas decisões que são verdadeiramente castradoras dos interesses bracarenses. Se, por um lado, pejou ruas e áreas residenciais de parquímetros, por outro lado, cortou ao número de carreiras e locais servidos pelos Transportes Urbanos.

Estas duas decisões são demonstradoras da falta de senso do executivo socialista e, sobretudo, da total falta de pudor no exercício de funções políticas. Quanto aos ‘parquímetros’, a Câmara Municipal além de esbulhar as receitas dos executivos futuros, onera a carteira dos bracarenses, penaliza o comércio local e empurra todos os cidadãos para os parques subterrâneos (seria esta a primeira das razões que sempre presidiu a esta decisão?).

Ora, na última Assembleia Municipal tive a oportunidade de, viva voz, ouvir da boca de Marcelino Pires (líder do PS na Assembleia Municipal) e de Vítor Sousa (candidato à Câmara Municipal pelo PS). Assim, para aqueles responsáveis políticos as motivações foram duas: é bom para os visitantes (assim têm sempre lugar para estacionar) e fomenta o uso dos transportes públicos!

Cabe, pois, em primeira análise lembrar às almas que governam a nossa cidade que primeiro estão e têm que estar os bracarenses. É de um provincianismo bacoco pensar-se que alguém visita uma cidade porque há parquímetros que potenciam o estacionamento. E, em segundo lugar, ninguém pode defender que a decisão de colocar parquímetros pretende fomentar o uso de transporte públicos e ao mesmo corta-se no serviço prestados pelos Transportes Urbanos.

E daqui partimos para a segunda das decisões: a chamada reestruturação nos TUB. Sustentada num estudo académico, a Câmara Municipal decidiu cortar carreiras, diminuir percursos, suprimir paragens e dar uma machadada final no comércio tradicional (ao suprimir a ligação conhecida como do ‘Largo dos Penedos’, o executivo municipal retira mais um punhado de centenas do comércio local). Com estas medidas os bracarenses ficam afastados do uso do transporte público. Ao arrepio das mais elementares lógicas da boa governança municipal, moderna e atual, o Executivo PS, que é velho no pensamento e gasto nas ideias, contraria a essências das políticas de mobilidade.

Perante tudo isto, como é que esta maioria justifica aos cidadãos das freguesias rurais do concelho que andou a fazer campos de futebol sintéticos de 500 mil euros cada e a gastar oito milhões de euros numa piscina que nunca terminará e agora lhes corta cegamente nos transportes públicos? A mesma maioria…
Em suma, entre o despautério, a falta de estratégia e a incompetência alguma característica há-de cair como uma luva neste executivo municipal… 

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