Correio do Minho

Braga, terça-feira

Era uma vez, uma ida ao dentista

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Escreve quem sabe

2013-11-17 às 06h00

Joana Silva

Uma ida ao dentista pode ser um verdadeiro problema pessoas. Se algumas não tem quaisquer problema em dirigirem-se a uma clinica dentaria a fim de tratar ou cuidar o seu problema bucal, outras porém reagem de forma diferente. Mais concretamente, só de imaginarem a deslocação sentem medo, por vezes mesmo pavor, ansiedade muito elevada que pode repercurtir-se em dores de barriga, aperto no peito, náuseas entre outros sintomas. Ora um pai ou mãe que verbaliza ou expõe condutas negativas, neste caso, face ao dentista poderá condicionar o comportamento do filho numa posterior ida ao dentista. Basicamente esse comportamento é adquirido por via dessas circunstancias. Exemplificando, suponha que está a tomar o pequeno almoço numa pastelaria, num domingo de manhã, e eis que ao comer um pão, parte um dente.

Perante tal situação sente-se ficar ansioso e nervoso e ainda verbaliza “o que me tinha de acontecer agora, vou ter que ir ao dentista. Cada vez que lá vou, é uma dor de cabeça e de barriga”. Mais do que a linguagem verbal (falada) a linguagem não verbal ( gestos ou postura corporal) diz muito. Uma criança que presencie esta situação , seja ela ou não num registo ocasional, poderá estar mais vulnerável a desenvolver medo, fobia ou até mesmo aversão. O pais são o pilar educacional e é normal que transmitam os seus valores, logo os miúdos “herdam” a imagem ou conotação negativa associada ao contexto de saúde. O medo do desconhecido não deve ser desvalorizado mas sim interpretado. Por esta mesma razão, actualmente uma grande parte dos médicos dentistas, a fim de tranquilizar os pacientes sobretudo os mais pequeninos optam por realizar uma explicação pormonorizada e adequada à faixa etária. Também utilizam estratégias mais lúdicas , ou seja, reportam por vezes, o contexto para historias do imaginário infantil ( ao dizer por exemplo, “A fadinha dos dentes ainda ontem esteve cá”), ou à quando a realização de uma radiografia recorrem à expressão “Vamos tirar uma fotografia” . Uma outra expressão muito referida pelos pais é “ Não chores”, sendo que neste sentido, está a pedir ao filho de uma certa forma que reprima uma emoção, o que não é correcto. Os instrumentos, materiais utilizados são frequentemente pouco familiares e aos “olhos dos mais pequenos” podem ser verdadeiramente assustadores, assim como o cheiro e o ruído. A situação agrava-se ainda, quando em véspera da consulta, particularmente na sala do espera do consultório em que a criança pela situação em si se encontra mais agitada do que seria normal, os pais exprimem “Se te portas mal, vais levar uma pica”. Aqui está uma expressão à qual não se deve recorrer, porque posteriormente a criança associará a ‘pica’ a algo negativo, sendo o que seria correcto era explicar que a ‘pica’ serve para tratar. Cabe aos pais terem um papel preponderante na imagem que a criança cria em redor da saúde oral.

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