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Erros mais frequentes

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Erros mais frequentes

Escreve quem sabe

2019-01-27 às 06h00

Cristina Fontes Cristina Fontes

Hoje, voltamos aos erros mais frequentes na escrita.
Comecemos por “acerca” e “há cerca”. São homófonas, isto é leem-se de forma idêntica, mas escrevem-se de forma diferente e têm significados também diferentes.
A primeira (acerca) é frequentemente mal escrita como *”ácerca” ou *”àcerca”.
A palavra significa “sobre, a respeito de” (Ex.: Temos de conversar acerca daquele assunto; Temos de conversar sobre aquele assunto).
A expressão “há cerca” pode ser utilizada quando nos referimos a tempo decorrido (Ex.: Fiz uma operação há cerca de cinco anos). É errado escrever *“Fiz uma operação há cerca de cinco anos atrás.”, pois é uma referência redundante ao tempo passado.

Esta expressão também significa “quantidade aproximada de algo” (Ex.: Neste parque, há cerca de trinta lugares.)
Esta legenda na página da Msn (https://www.msn.com/pt, consultada em 25 de janeiro de 2019) - Afonso Pimentel: "À cerca de dois anos perdi uma colega de trabalho e amiga com quem estava zangado à dois meses" enferma de dois erros. Logo a abrir, surge “à cerca” quando deveria ser “há cerca”. Termina com “à dois meses”, quando deveria ser “há dois meses”, pois também significa tempo decorrido.
Escreve-se “calvície” e não *“calvíce” ou *“calvice”, erro frequentemente detetado. Reparem nesta notícia do jornal Sol (https://sol.sapo.pt/artigo/599377/cura-para-a-calvicie-pode-estar-em-ingrediente-do-mcdonalds, página consultada em 25 de janeiro de 2019). No título “Cura para a calvície pode estar em ingrediente do McDonald’s” a palavra está corretamente escrita, mas no corpo da notícia surge com erro (Vários cientistas japoneses acreditam que este químico pode curar a calvice e até promover o crescimento do cabelo.).

Escreve-se “esquisito” e não *”esquesito”, apesar de, na oralidade, a maior parte dos portugueses pronunciar [esquesito]. Atente-se nesta mensagem num fórum universitário, acedido em 25 de janeiro de 2019 (https://sigarra.up.pt/feup/pt/foros_geral.mensagem?pi_id_msg=3341) – “Só achei esquesito demorarem tanto tempo a porem aqui uma mensagem...”
Outras palavras frequentemente mal escritas são (i) *”defenido” em vez de “definido (na página “Velocidades (https://www.velocidades.pt/?p=46360), consultada em 25 de janeiro de 2019 - “Nacional de Trial 4×4 com calendário 2015 de defenido.” (ii) *”Femenino” por “feminino” (na página de arquivos da RTP (https://arquivos.rtp.pt/conteudos/empreendedorismo-no-femenino/-), consultada em 25 de janeiro de 2019 – “Empreendedorismo no feminino.” (iii) *”Previlégio” por privilégio”, como nesta tradução de um discurso do americano John McCain, numa notícia do Correio da Manhã (https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/mccain-promete-mudanca), consultada em 25 de janeiro de 2019 – “Após uma ovação da convenção republicana, John McCain aceitou oficialmente a nomeação para presidente dos Estados Unidos, afirmando ser um “previlégio”…”

Outro erro muito comum é a troca de “perseverança” por *”preserverança”, como acontece na página da organização “Capazes” (https://www.capazes.pt/tag/preserveranca/, consultada em 25 de janeiro de 2019), que remete para uma Tag – “Tag: PRESERVERANÇA” (mais um empréstimo desnecessário, pois poderia ser facilmente substituído por “etiqueta”, isto é uma palavra-chave (relevante) ou termo associado com uma informação.).
Boa semana.

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