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Escola Pública – Que Futuro?

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Escola Pública – Que Futuro?

Voz às Escolas

2024-02-15 às 06h00

Luisa Rodrigues Luisa Rodrigues

Somos Escola Pública. Defendemos o direito de todos, indiscriminadamente, ao acesso à escolarização, um dos princípios fundamentais da democracia, garante de uma sociedade dotada de ferramentas que lhe permitam contribuir para o desenvolvimento sustentável do mundo em que vivemos.
Defendemos que as transformações que clamamos para elevar o nível de conhecimento da sociedade, sem o qual não existem condições para a tomada de decisões informadas e responsáveis, se constituem como fatores decisivos para uma escolha que nos permita alcançar os melhores resultados.
Defendemos que, volvidos 50 anos sobre a instituição de um regime democrático, a Escola, a quem têm sido atribuídas crescentes responsabilidades, responsabilidades essas que ultrapassam, grandemente, o desenvolvimento das aprendizagens indexadas aos currículos, deve ser olhada como área prioritária de intervenção, alocando-lhe os recursos necessários para o cumprimento das múltiplas exigências a que tem que dar resposta.
Defendemos que os agentes educativos, aqueles que materializam a Escola, aqueles que desempenham um papel preponderante na construção dos projetos de vida dos nossos jovens, têm direito a condições dignas para o exercício da missão que assumiram, condições essas que ultrapassam as questões relacionadas com a carreira, não obstante a sua pertinência e o impacto que têm na predisposição para abraçar os desafios para responder a um público cada vez mais exigente e diversificado.
Defendemos que a Escola não pode ser bem sucedida na operacionalização do projeto orientador da sua acção, se estiver condicionada por fatores externos que atentam contra os princípios da democraticidade, princípios esses claramente definidos na Lei de Bases do Sistema Educativo “ … o sistema educativo promove o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias … formando cidadãos capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação progressiva”.
Defendemos o direito a ser respeitados enquanto profissionais de quem se espera a “salvação” de uma sociedade cada vez mais focada nas fachadas, relegando para segundo plano os alicerces, os fatores que, verdadeiramente, impactam nas transformações que apregoamos como indispensáveis à nossa sobrevivência, mas que não passam disso mesmo – palavras.
Não se auguram grandes mudanças, atentando a importância que as questões que condicionam a Escola Pública têm merecido, o que, pessoalmente, me entristece mais do que revolta, pois corrobora o sentimento generalizado de frustração e impotência, face à subvalorização do papel que desempenhamos e do seu impacto.
Mas, apesar dos atropelos e dos recuos, provocados, sobretudo, pela elasticidade do entendimento do sentido de democracia, e apesar da incerteza quanto ao futuro, a Escola Pública é, sem quaisquer dúvidas, o esteio da sociedade democrática que nos vangloriamos de ser.

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