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Estar em paz

O primeiro Homem era português

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Estar em paz

Escreve quem sabe

2022-03-27 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Estar em paz, vai muito mais além, da ausência de problemas. Viver é ter problemas, e estes, embora não aceites ou desejáveis, permitem evoluir enquanto pessoas. A sua forma de pensar, agir e até de estar, certamente que não é a mesma, de anos atrás. A maturidade não diz respeito, apenas à passagem dos anos, mas sim pela forma, como se reage e supera-se com ou sem sucesso o que a vida dá. A maturidade, é o desenvolvimento pessoal, de forma particular e única de acordo com as características da personalidade e vivencias de cada pessoa.
Algumas etapas pautam-se pelo desgaste psicológico. Não só, mas também, apenas em 24 horas de um dia, é-se obrigado/a a lidar com várias situações que envolvem pessoas com as quais se interage. É comum, que quando algo afeta, a resposta face a essa mesma situação, seja imediata e quiçá agressiva (mecanismo de autodefesa). Mas nem sempre a agressividade “leva a bom porto”. Ambos ou até um dos lados, (frequentemente, aquele que foi vitima) saem a perder, muitas vezes, pelo que “se diz” e “não se devia dizer”.
Não raras vezes, apesar da razão lhe “pertencer” (ao/à lesado/a) a forma como irá abordar a outra parte, determinará ou não “ficar mal visto/a”, podendo induzir, a quem assiste, que gosta de conflitos. Apesar de ter razão, perde-a. Ter razão, também é “fechar as cortinas de um palco” e sair de “cena” no momento certo, sem manifestar algum tipo de comportamento ou proferir alguma palavra. Não que “não sinta”, mas questione-se valerá a pena, quando poderá ter uma atitude diferente e mais impactante face a essa pessoa. O não permitir que faça mais parte da sua vida, nomeadamente quando você se mostrou sempre leal e companheiro/a e assim …. e de repente não estará mais.
Estar em paz é perceber, que o vinculo tem de encerrar.
De realçar que, nem sempre é preciso sequer pronunciar uma única palavra, a ausência da presença, só por si fala. E essa mesma ausência sentida pela outra pessoa, faz com que a mesma “não esteja em paz”, ou não esteja bem. Estar bem, é estar em harmonia consigo próprio/a e com os outros. “Não estar em paz”, pode significar “sentir-se culpado/a”.
Existem algumas evidencias posteriores, tais como, a procura, o “ir ao encontro” para obter respostas, seja de forma mais pacifica ou hostil. A abordagem mais hostil, expressa-se pelo “tirar satisfações”. O melhor e mais sensato é não ser persuadido/a a responder, com base na “mesma forma de estar”. “Tirar satisfações” é negar a culpa e atribuir a outra pessoa, e arranjar justificações para o que fez. De lembrar que, para haver uma discussão são precisas pelo menos duas pessoas, se apenas houver uma apenas, não há discussão, porque ficará a falar sozinha. Se por outro lado, a abordagem é de forma pacifica, no sentido de uma conciliação, importa refletir sobre isso mesmo. Não é obrigado/a, se não o desejar, a aceitar as desculpas ou justificações, só porque alguém o/a persuade a perdoar ou desculpar.
Você é que decide.
A expressão popular é bem explicita, “Cada qual sabe de si”, e se considerar que foi prejudicado/a, uma ou mais vezes, por essa pessoa, tem toda a legitimidade para se sentir no direito de “dizer não” e que “não quer mais”, manter o contacto social. Você é por analogia um filme, onde você é o/a cineasta da sua vida e só faz parte dela, o elenco que desejar.
Estar em paz, é perceber que, o “que doeu anteriormente” foi um processo de aprendizagem.
Estar em paz, é importar-se em ter saúde mental, independentemente do que possam pensar.
Estar em silencio não é sinónimo de “estar responsabilizado/a”, é na verdade, ser sábio/a.
Fechar um ciclo ou o vinculo com alguém, é jamais ser esquecido/a.
É-se as marcas que se deixa nas outras pessoas. Se as marcas são negativas de ambas as partes, ambas foram responsáveis pelo desfecho. Se pelo contrário, teve sempre uma atitude correta e a outra não, a que não teve, jamais esquece, porque fez o que não gostaria que lhe fizessem e também porque a pessoa em questão não foi merecedora da má atitude.
Embora nem sempre seja visível, por detrás de um sorriso social, está muitas vezes um coração arrependido que já não tem mais oportunidade de voltar atrás.
Quem não está em paz, procura a saber (até porque é mais forte do que a própria), da outra parte informações de “como está”, “onde está” e “com quem está”.
Alguém na verdade que apesar de não ter mais vinculo, “acompanha” de longe a sua vida.
Sinta-se em paz, embora lhe seja difícil aceitar, a vida sabe o que faz ao mostrar a verdade sempre.

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