Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Esteira de turbulência

Um convite da Comissão Europeia para quem gosta de línguas

Voz às Escolas

2018-05-02 às 06h00

Manuel Vitorino

Nesta altura do ano as escolas andam numa roda-viva com o habitual culminar de atividades letivas e de complemento curricular. Começam as apresentações das provas de aptidão profissional e a formação em contexto de trabalho dos alunos dos cursos profissionais. São as matrículas, provas de aferição e exames nacionais, acompanhamento de estágios, encerramento do ano letivo e preparação do próximo.
Depois de semanas a preencher plataformas com recenseamentos, está a decorrer o concurso nacional de professores, apenas um ano após o anterior, cujas colocações seriam para quatro anos. Espera-nos mais um exaustivo trabalho de amanuense.

O diploma sobre o novo regime da educação especial, que passa a inclusão, na nova semântica, entendida com o direito de todas as crianças e alunos no acesso e participação, de modo pleno e efetivo, aos mesmos contextos educativos, suscita persistentes dúvidas e inquietações entre os especialistas do terreno.
Integrar numa mesma sala, durante mais tempo, crianças com limitações muito acentuadas, de vária índole, desde as intelectuais às emocionais, coloca muitas dúvidas sobre a eficácia das medidas a implementar. Não defendemos guetos, mas importa promover percursos formativos diferenciados com estratégias de inclusão efetiva.

Outro diploma que promete agitar as escolas é o da autonomia e flexibilização curricular. Não se questiona a sua importância para desenvolver uma efetiva autonomia das escolas no plano pedagógico. Contudo, importa maturar processos internos, de formação de professores, de implementação gradual com base nas aprendizagens daquilo que já fazemos neste domínio.
Por outro lado, não baste legislar no plano doutrinário da reforma que se pretende fazer. É necessário reformar também o que está a montante, caso dos exames nacionais do ensino secundário, para que haja um alinhamento entre os documentos orientadores, caso do perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória, as aprendizagens essenciais a cada disciplina há situações que continuam a ser excessivas -, e a autonomia e a flexibilidade curricular.

Sobre isto, promovemos recentemente, uma ação formativa de curta duração para todos os docentes do agrupamento, para que, possamos iniciar o nosso percurso com assertividade e evitar a esteira de turbulência das reformas por decreto. Já é tempo de termos aprendizagens significativas também nas políticas educativas.

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